O EGO
Autor: João Luiz
O estudo do comportamento humano esquematizado por Sigmund Freud é dividido em três partes: Ego, superego e id.
Podemos descrever o ego como sendo a pessoa que reconhecemos que somos. Aquela imagem que fazemos de nós mesmos que que rompe-se facilmente em um momento de fúria, mostrando que realmente somos quando somos provocados ou em momentos de pressão ou desespero.
O superego seria quem deixamos que a sociedade veja e como queremos ser reconhecidos. É a imagem pública do personagem que criamos para viver e sermos aceitos em sociedade.
E id seria o nosso subconsciente, aquela parte de nós mesmos que esforçamo-nos em esconder. Esse é o nosso verdadeiro Eu. Sufocamos nosso verdadeiro Eu em troca da aprovação da outras pessoas. Conseguimos controlar o id até o ponto em que explodimos em um momento de fúria e estragos que dificilmente serão reparados.
Neste texto, vou me dedicar a comentar mais sobre o ego, que é aquela parte de nós que conseguimos te algum controle e temos alguma consciência de sua existência.
Vi em algum lugar que o Capiroto mais gosta no ser humano é seu ego. E o ego exagerado que impede o ser humano de de um ser melhor quando não tem a capacidade de reconhecer os próprios erros, pedir perdão e recomeçar. A maturidade não vem apenas com a idade, mas vem com a capacidade de reconhecer os próprios limites e supera-los sempre que possível. Os antigos já falavam da necessidade do ser humano conhecer a si mesmo, em sua totalidade e não apenas na parte consciente.
A palavra egocêntrico é derivada do ego e define a mentalidade de alguém que acredita que tudo e todos giram em torno dele. O egocêntrico não tem a capacidade de perceber a necessidade dos outros, principalmente se ele acreditar que pode perder algo ao ceder algum direito que ele pensar que tenha.
Quantas pessoas destruíram suas próprias vidas, de suas famílias, de suas empresas e sua própria nação por ser acharem absolutas em conhecimento e que seriam capazes de lidar com todo tipo de situação sem pedir ajuda? Um egocêntrico pensa que é humilhação reconhecer os próprios erros e pedir ajuda a quem sabe algo mais do que ele.
Supervalorizar a própria imagem diante das outras pessoas é um dos erros mais comuns que as pessoas cometem durante a vida e quando descobrem o desperdício de energia e oportunidades que tiveram já é tarde demais em muitas situações.