quinta-feira, 23 de maio de 2024

A GUERRA DOS SEXOS - parte 4

A GUERRA DOS SEXOS - parte 4
Autor: João Luiz

"Homens fortes criam tempos fáceis e tempos fáceis geram homens fracos, mas homens fracos criam tempos difíceis e tempos difíceis geram homens fortes". (Provérbio Oriental)

E o papel dos homens e das mulheres na sociedade ocidental atual, como ficou diante de toda essa modernidade? Os homens viram, de uma hora para outra, sua enorme influência social e econômica na sociedade ser pulverizada. Além da influência de suas próprias mães, os homens também têm influência de suas professoras desde sua infância até a idade adulta, passando pela adolescência. 
Com essa falta de definição dos papéis entre homens e mulheres, as pessoas ficaram perdidas em sua própria identidade. 
Só as mulheres fazendo o papel que antigamente só os homens faziam, alguns homens simplesmente se acomodaram, enquanto outros continuaram sendo os mesmos canalhas de sempre. 
Atualmente na internet existem duas figuras bem conhecidas, o Enzo e a Valentina. Eles são as representações das crianças nos tempos atuais. Meninos estilosos cheios de moda que só sabem andar no próprio condomínio onde moram, tem amigos e amigas e tratam todos da mesma forma, sem nenhuma distinção. Falo de assunto comuns a meninos e meninas. Dificilmente realiza algum tipo de atividade que provoquem arranhão ou queda. São avessos a sentir dores. Não sabe lidar com a frustração. São crianças cheias de vontade. 
Na adolescência o comportamento não é muito diferente. E como cresceram e conviveram o tempo demais com o sexo oposto, não sabe definir o que sente em relação ao outro. Os rapazes tendem a ter atitudes assexuadas e as moças a experimentarem algum tipo de experiência lésbica. 
Na vida adulta tem dificuldade de se inserir no mercado de trabalho, pois lá não vai ter mamãe e nem papai para protegê-los de tudo o tempo todo. Os colegas de trabalho não vão ser tão gentis quanto os colegas de escola e até os colegas de condomínio qual os quais eles estão acostumados a viver. Os clientes vão querer ter o problema deles resolvidos, e vão se queixar com superiores hierárquicos desses jovens mimados. Para quem costuma viver numa bolha social e só conhece o mundo através das redes sociais, tem dificuldade para encarar a realidade nua e crua. A tendência é sair cada vez mais tarde da casa dos pais, frequentar em algum tipo de terapia, talvez cair algum tipo de vício. 
Não vejo soluções simples para amadurecer rapidamente quem sempre viveu isolado do mundo exterior e real. E não dá para ser mantido indefinidamente numa bolha de proteção para que eles não sintam as dores e frustrações da vida real. No mundo real não existe likes e nem comentários favoráveis para tudo que alguém fala e faz.

A GUERRA DOS SEXOS - parte 3

A GUERRA DOS SEXOS - parte 3
Autor: João Luiz

Essa modernidade toda tem criado homens cada vez mais fracos. E as mulheres que sonharam tanto em teu poder de controlar a sociedade como os homens fizeram durante tanto tempo, pode-se dizer que conseguiram, com a anuência da parcela mais rica e influente da sociedade. Sim, o que essa desordem social toda interessa a alguém. E quem mais sairia ganhando com a desestruturação da família e dos valores morais da sociedade? Quem realmente manda na sociedade é que sai ganhando com essa desordem toda, porque enquanto a sociedade estiver dividida entre homens e mulheres, ricos e pobres, gordos e magros, negros e brancos, heteros e homossexuais, enquanto a sociedade permanecer dividida desse jeito, não se unirá para exigir seus direitos, além das migalhas que recebem em troca da obediência. 
Na época da Roma antiga, para os governantes queria manter as massas populares sobre seu controle, ofereceu para elas "pão e circo", ou seja, alimentação suficiente apenas para sobrevivência e diversão nas arenas romanas para manter a população entretida o suficiente para não reclamarem das péssimas condições de vida. O "pão e o circo" de hoje mudou de nome isso se chama comidas industrializadas ultraprocessada e smartphone com internet. Isso já é o suficiente para manter a sociedade distraída das verdadeiras questões que as afligem. 
Assim como os jogadores de futebol e artistas da música, os influencers da internet dão a ilusão para a sociedade que a maior parte da população pode superar a pobreza apenas com popularidade, sem precisar se dedicar aos estudos ou ao trabalho árduo e persistente. Uma pequena parcela da população pobre chega a esse nível milionário, o que dá a impressão que qualquer um chega lá, mesmo que despreparado.

A GUERRA DOS SEXOS - parte 2

A GUERRA DOS SEXOS - parte 2
Autor: João Luiz

Como podemos ver na primeira parte, a industrialização e a modernidade dos costumes alteraram todo o equilíbrio de poder exercido entre os sexos. O que antes era visto como uma virtude, está sendo visto cada vez mais como um defeito social. Qual a popularização cada vez maior da internet e das redes sociais, a divulgação de informações deixou de ser uma exclusividade das grandes corporações, e hoje em dia qualquer pessoa pode vir a se tornar um influencer digital, influenciando profundamente os costumes da sociedade e determinado o que é certo e errado para cada um. Palavras como masculinidade, virilidade e hétero passaram a ser demonizadas, e proferir essas palavras publicamente pode ser motivo de punição social. É o velho "é proibido proibir". 
Com tanto desajuste social, as famílias têm preferido criar seus filhos dentro de casa em um ambiente perfeitamente controlado. Crianças brincando na rua tornaram-se motivo de preocupação, e a juventude ficou restrita às telas de computadores, notebooks e smartphones. O mundo real está sendo substituído cada vez mais pelo mundo virtual e suas novas regras. Estar na moda é fundamental para estar alinhado com as novas tendências. 
Os Enzos e as Valentinas são as mais perfeitas representações da juventude atual. Ele simbolizam o mais alto grau de sofisticação que a internet pode oferecer como modelo a ser seguido. Aquele menino que brincava na rua, caía da bicicleta, se machucava, jogava bola descalço, empinava pipa, brigava pelo seu coleguinha em um momento e no momento seguinte já tinha feito as pazes, já não existe mais. A criança que não pode ser criada no conforto e segurança de um condomínio fechado e que foi criado nas comunidades populares, se sente injustiçada, até porque ela tem acesso às informações que chegam através da internet. E como ela sente que não foi dada a ela oportunidades, ela pode querer tomar isso à força, e nisso a violência e o medo vão se perpetuando.

A GUERRA DOS SEXOS - parte 1

A GUERRA DOS SEXOS - parte 1
Autor: João Luiz

Durante todas a história da humanidade, houve uma clara definição nos papéis executados por homens e mulheres: homens provedores da família e mulheres encarregadas de cuidar das coisas do lar. Isso funcionou por incontáveis gerações, onde a autoridade do homem prevaleceu. Porém, com a industrialização cada vez mais presente na vida da sociedade, esse papel homem provedor exclusivo da família começou a ser cada vez mais desnecessário, pois aonde apenas a força bruta era necessária para a execução da maior parte dos serviços, as máquinas e novos métodos de produção permitiram que a força bruta manual fosse gradualmente substituída pelas máquinas em muitos setores da economia. E cada vez mais as mulheres estão podendo executar serviços que antes eram exclusividade dos homens. Isso permitiu que cerca da metade da população, que é composta por mulheres, trabalhasse e passasse a decidir o que consumir, aumentando até a quantidade de consumidores e, consequentemente, o lucro das empresas. 
Se por um lado isso foi muito saudável para as mulheres em várias partes do mundo, já que elas não dependerem exclusivamente dos homens para sobreviver, criou um problema para os homens, que até pouco tempo atrás reinavam absolutos nas decisões a serem tomadas em seus círculos familiares. A balança do poder passou a ter que ser compartilhada com mulheres cada vez mais independentes da vontade masculina. Mulheres que antes seriam oprimidas por figuras masculinas autoritárias e até mentalmente perturbadas, puderam se descolar dessa influência e determinar seu próprio destino e de seus filhos. 
Porém, essas mudanças ocorreram de formas muito bruscas, se considerarmos a existência da humanidade. Se antes o papel da mulher era de afeto na família, o papel determinado ao homem era da disciplina. Mas com alteração do equilíbrio de poder familiar, as novas gerações começaram a questionar a autoridade paterna e as tradições familiares. 
Uma campanha maciça dos meios de comunicações ocidentais passou a demonizar a autoridade masculina, que passou a ser vista apenas como opressora na sociedade. E as novas gerações perderam completamente a referência de modelos a serem seguidos, e isso tem afetado a mentalidade e a identidade dos gêneros. A dissolução da família foi consequência dessas bruscas mudanças no comportamento da sociedade ocidental. E com o desmoronamento dos valores familiares, a busca pelo prazer ficou sem limites. Cada um faz o que quer e tudo é permitido, onde só existem direitos e nenhum dever a ser cumprido. 
Mas tudo tem consequência, se por um lado a ridicularização das minorias está sendo combatida cada vez mais, por outro lado a falta de referência tem criado gerações cada vez mais desorientadas, que não medem consequências dos seus próprios atos e desconhecem a parcela de responsabilidade das próprias decisões. 
O prazer custa dinheiro, e como conseguir dinheiro sem trabalhar? Porque para trabalhar é preciso ter disciplina e senso de responsabilidade, coisa que as novas gerações desconhecem em sua maior parte. Violência social e relações afetivas instáveis são algumas das consequências deste festival de irresponsabilidade

domingo, 5 de maio de 2024

VOCÊ SE SENTE UMA PESSOA DESLOCADA DO AMBIENTE?

Autor: João Luiz

Talvez você seja uma pessoa que se sinta só e deslocada do ambiente social, da sua família, dos seus conhecidos. Talvez você seja o tipo de pessoa que aprendeu a se adaptar e assimilar valores dos outros que não são seus só para não estar não tem nada de errado em você querer participar de um grupo de um meio social, o ser humano é um ser humano sociável. O problema é quando você tem que abrir mão de seus valores pessoais para poder fazer parte de um grupo maior. 
Muitas vezes os grupos se definem por uma crença dominante. Pode ser grupos políticos, religiosos, culturais entre tantos outros. Só que essas crenças acabam sendo supervalorizadas e em detrimento das outras coisas. Por exemplo, uma pessoa no meio científico só terá credibilidade se basear suas opiniões no método científico. Já uma pessoa em ambiente religioso tem que seguir rigorosamente os princípios doutrinários daquela corrente sem se desviar por nada, para não ser considerado um herege. Uma pessoa no grupo político tem que aprovar tudo que o grupo como um todo define como certo, para não ser visto como dissidente. 
Quando vivemos em função da ideia de outras pessoas, deixamos de usar todo o potencial que temos para desenvolver novas ideias e soluções que os outros ainda não haviam pensado. Viver apenas seguindo o líder do grupo, ainda mais se for um grupo que não permite questionamentos, é uma forma de se manter no atraso e submisso. 
Mas ao mesmo tempo que o ser humano é um ser sociável, ele também tem a individualidade dele. Um cientista pode profundamente ter conceitos religiosos que não atrapalham em nada os princípios da ciência, uma pessoa religiosa pode perfeitamente questionar alguns dogmas para confrontar se esses dogmas sobrevivem à luz da razão. Uma pessoa de princípios políticos pode perfeitamente ver os defeitos de seu próprio grupo, assim como pode ver as virtudes do grupo adversário. Nem tudo que os conservadores fazem é certo, assim como nem tudo que os grupos de esquerda fazem errado, ambos cometem erros e ao mesmo tempo ambos podem ter ideias perfeitamente viáveis. 
Mas, a intransigência faz que qualquer ideia vinda do outro lado seja vista como totalmente errada, onde só as ideias do próprio grupo está certa. Isso é uma bolha social e se mantém pela rigidez das ideias dos seus líderes. 
E nessa de se anular para continuar sendo bem visto no grupo, as pessoas perde a capacidade de chegarem às conclusões de acordo com seus próprios princípios e se apegam as ideias implantadas por outras pessoas sem questionarem. Pois qualquer questionador pode ser visto como um dissidente ou uma ameaça a hegemonia dos líderes pensantes desse grupo. E para não se sentir isoladas, as pessoas anulam a si mesmas. 
Se você resolver seguir suas próprias ideias baseada na coerência de suas crenças, você poderá passar longos períodos da sua vida sozinho. É o lado obscuro de pensar por conta própria e o preço a ser pago por querer ser coerente consigo mesmo. Se você suportar longos períodos de solidão, então você poderá fazer a experiência de pensar por conta própria. Mas pode ter certeza que assim como você, outras pessoas também sentem-se só e deslocadas do grupo onde estão. São pessoas que não querem mudar a mentalidade do outro, assim como querem ter a liberdade de serem acolhidas, mesmo pensando com a própria cabeça.