sábado, 8 de fevereiro de 2025

AS RELAÇÕES NO MUNDO MODERNO OCIDENTAL

Autor: João Luiz

Eu costumo ver vídeos sobre conhecimentos variados, mas especificamente sobre mitologia grega, filosofia, comportamento, história, economia, geopolítica e até vídeos de lazer. Mas tem um que tá me chamando atenção e eu estou ficando até preocupado: são os vídeos que falam sobre os direitos da mulher sobre o homem. Mas não são aqueles direitos tradicionais que a gente já conhece. É sobre paternidade afetiva, quando o cara que não é pai biológico e nem adotou formalmente o filho da namorada pode vir ser obrigado a pensar pagar uma pensão para uma criança que ele não gerou. Ou sobre as falsas acusações que algumas mulheres podem fazer dizendo que foram agredidas dentro da casa do homem e com isso, se ela estiver namorando com ele e comprovaram que não tem para onde ir, elas ficam com a casa do cara e o cara que se vire onde vai morar. 
Está ficando complicado pensar em se relacionar com mães solteiras por coisas como essa ou com mulheres em que a renda seja muito inferior ao do homem, se é que ela tem renda. 
A maior parte da população é composta por pessoas de bem, e muitas mulheres criaram seus filhos sozinhas e não usaram de artemanhas para obrigar os pais das crianças a pagarem pensão, mesmo quando seria obrigação deles. Mas daí a fazer o namorado ou o padrasto cumprir com a função que o pai biológico não fez, parece ser um pouco demais. E ficar dependendo da boa vontade do juiz para dizer se isso está certo ou errado, fica complicado. 
Hoje em dia o homem pode ser responsabilizado por assédio apenas se olhar na direção de uma mulher e se for filmado de alguma forma. 
Então no primeiro momento as mulheres podem estar até tendo alguma vantagem com esse tipo de atitude, mas a média de longo prazo isso pode ter consequências terríveis para toda a sociedade. 
Que empregador vai querer colocar dentro da sua empresa uma funcionária se for para correr o risco de ele ser acionado na justiça porque ela tinha que fazer algo do trabalho, não fez e ainda acusou o padrão de assédio? O que homem vai querer namorar com uma mulher que é mãe solteira, e na juventude não tomou precauções e agora busca alguém para bancar os custos do filho que ela fez de forma irresponsável? 
Essas leis só penalizam o homem de bem, porque para quem vive a margem da sociedade, para aquelas comunidades onde o Estado não chega, não tem lei de proteção a mulher e a criança que funcione. Nesses lugares, pode haver homens violentos que se forem denunciados, pode fazer uma perversidade com a mulher e sumir no mundo, e ficar impune 
Estão criando uma situação em que as crianças estão sendo estimuladas cada vez mais cedo a se envolver em questões sexuais e de gênero, e quando vem as consequências de atos responsáveis da infância e da juventude, o governo e a sociedade quer que o homem de bem pare por isso. 
Exatamente aquele homem de bem que foi desprezado na juventude porque era certinho e tido como chato, mas agora vai pagar por uma conta que os outros fizeram e ele chegou desavisado.

O QUE NÃO TE CONTARAM SOBRE O AUTOCONHECIMENTO

 Autor: João Luiz 

Cada vez mais surgem livros e principalmente vídeos e palestras falando sobre autoconhecimento, sobre a importância de conhecer a si mesmo, como a vida será maravilhosa depois que descobrir sua verdadeira essência, e coisas do tipo. Quem faz essas afirmações faz de forma muito simples, superficial e tendenciosa, pois só vê o lado colorido e iluminado do autoconhecimento. Mas o autoconhecimento tem um lado obscuro e pouco difundido. 
Ninguém jamais deveria embarcar em questão de autoconhecimento sem conhecer os benefícios e os riscos dessa prática. De maneira simples, o autoconhecimento implica que devemos enfrentar nossos próprios medos. Quando procuramos descobrir quem somos nós, descobrimos que não somos tão perfeitos quanto gostaríamos e quanto os outros demonstram serem perfeitos. 
Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mas percebemos que não somos perfeitos e por tabela as outras pessoas também não são. Somos mais semelhantes uns aos outros do que gostaríamos, tanto nas maiores virtudes quanto nos piores vícios e defeitos. A diferença de quem está em liberdade e está no presídio é que quem está em liberdade soube se controlar nos momentos de fúria e contrariedade. Mas quantas pessoas admitiriam se comparadas a um presidiário? 
Quando você conhece a si mesmo e por tabela os outros, as outras pessoas passam a ser como se fossem transparentes para você, é como se você pudesse ver o íntimo, a alma e as intenções de cada pessoa. As pessoas percebem isso e a tendência é se afastarem de você e até te hostilizarem. Então o autoconhecimento também leva a solidão. E quanto mais você busca pela sua evolução pessoal, mas você vai se afastar das pessoas que você habitualmente se relaciona, então terá que estar preparado para viver um tempo indefinido de solidão. 
Se você não tiver bem orientado mas tiver forte impulso de procurar se conhecer, irá questionar o tempo todo se você está certo ou se o mundo é que está certo, porque a maior parte das pessoas não buscam um autoconhecimento e a sua busca pela verdade acaba sendo uma afronta a ignorância de cada uma. Você passa a ser a lembrança viva da vida superficial que os outros estão levando e de como estão desperdiçando o seu tempo aqui na terra. 
Apesar de tudo isso, se você não buscar o autoconhecimento, estará se enganando o tempo todo e propenso a ser facilmente manipulado pelos outros. 
O clássico psicólogo suíço Kaul Jung falava sobre a questão das sombras. As sombras é tudo aquilo que procuramos respondeu de nós mesmos e dos outros. Mas isso já é assunto para uma próxima reflexão.

O baile de máscara e a hipocrisia social

 Autor: João Luiz

Quando você quiser conhecer alguém, preste atenção nos momentos iniciais em que a pessoa se apresentou para você ou ela se apresenta para alguém que não havia antes, principalmente se houver algum tipo de interesse pessoal da parte dela em você. 
Normalmente, nós procuramos apresentar que acreditamos que temos de melhor para impressionar a outra pessoa. Quem é bonito, vai se arrumar e usar roupas que valorizem ainda mais sua beleza, assim como vai comentar como as outras pessoas acham essa pessoa bonita. Quem é inteligente, vai fazer questão de abordar assuntos que exaltem sua inteligência acima da média. Quem acredito que é bom de cama, vai fazer questão de ressaltar essas qualidades como amante na hora do sexo. Quem tem dinheiro ou posição de poder, vai fazer questão de apresentar suas posses e influência logo no início. 
Isso é porque ela acha que tem esses atributos de valor e que o outro vai se interessar por essa pessoa por esses motivos. 
Não há nada de mal em ter inteligência, beleza, força física, dinheiro ou poder, principalmente quando não são exibidos como um cartão de visita ou para diminuir a importância dos outros. Quando as vantagens que alguém tem é usado para o bem de si sem prejudicar os outros ou usado para o bem da coletividade, ótimo. Mas nem sempre é isso que acontece realmente.
O que muita gente costuma ignorar é que esse tipo de gente que exibe seus principais atributos para esconder ou dificultar o outro de ver quem esse exibicionista é realmente. Depois dessa apresentação apoteótica, pode apostar que daí em diante é "ladeira abaixo". Apresenta-se logo o que causa mais impacto, depois apresenta-se aquilo que é o menos do que a primeira grande vantagem dessa pessoa, e daí vai declinando até chegar ao lado "podre" da situação. 
Muita gente não "trabalha" o seu próprio interior, não conhece a si mesmo, procura esconder de todos o que seriam seus defeitos, porque quer exibir uma fachada de perfeição ou de superioridade em relação aos outros, assim como a intenção também pode ser apenas se fazer igual aos demais membros do grupo sem mostrar as discrepâncias que existem entre essa pessoa e os demais. 
Carl Jung fala sobre as "sombras", que é tudo aquilo que as pessoas escondem de si mesmo e da sociedade. É tudo aquilo que elas rejeitam em si mesmo e que pode arranhar a imagem de perfeição diante dos outros. O princípio do yin yang chinês diz que nem todo mundo é totalmente bom e nem totalmente mal. O que as pessoas procuram exibindo mais fachada é esconder o seu lado mal diante dos outros e de si mesmo. 
Porém esse lado mal pode não ser exatamente mal, apenas um lado que não é aceito pela maioria. Alguns usam desafiar o contexto social em que vivem e são classificados como "ovelhas negras". Outro simplesmente não se encaixam nesse ambiente de hipocrisia e se afastam ou são rejeitados pelos demais. Autenticidade e sinceridade são opostos à sociedade em geral que vive como se tivesse um baile de máscaras, cada um representando aquilo que lhe convém. O exibicionismo das supostas vantagens é um grande exemplo disso, é uma maneira de ocultar a verdadeira essência do indivíduo de si mesmo e dos demais, tudo em busca de aceitação social e até de vantagens pessoais.