domingo, 24 de junho de 2018

AMOR E SEXO
Autor: João Luiz
Acredito que existam duas maneiras de iniciar-se uma relação: através do sexo ou do amor. E a razão que uniu primordialmente um casal determina os rumos da relação.
Quando uma relação começa devido a atração física de uma pessoa pela outra, o sexo passa a comandar a relação. Mais adiante pode até surgir um amor, mas a gênesis da relação é o sexo e, decorrente dele, a paixão e o sentimento de posse.
Normalmente, uma relação dessa torna-se um atraso de vida para um dos dois ou para os dois envolvidos. Geralmente torna-se uma relação permeada pelo ciúme e o sentimento de perda iminente. Então busca-se isolar a outra pessoa do convívio social, por medo de aparecer outra pessoa que chame mais a atenção. Nisso os estudos e relações profissionais ficam prejudicadas devido a limitação de contatos com o mundo exterior a relação.
E geralmente esse tipo de relação não termina bem. Com o tempo, uma das partes sente-se sufocada com ciúmes cada vez mais sem propósito e com a falta de perspectivas de crescimento pessoal e profissional.
Existe também a possibilidade que um dos dois perca o interesse por completo na relação, deixando a outra parte com aquele sentimento de ter perdido tempo e oportunidades em troca de nada. Quem se apaixona hoje por um belo corpo, amanhã pode se apaixonar por outra pessoa mais atraente ainda.
Entretanto, uma relação que começa com amor pode não ter o mesmo efeito explosivo que uma paixão provoca, mas com o tempo só tende a aumentar, com a admiração e o respeito o respeito proporcionado pela convivência pacífica e sem grandes sobressaltos de emoções descontroladas.
A visão da grande parcela da população, uma relação amorosa pode parecer enfadonha. Mas a calma é só aparente, o coração de quem ama vive emoções novas com frequência sem, contudo, ter aquele sentimento de perda da pessoa amada e, conseqüentemente, sem aquelas crises cansativas de ciúmes doentio.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

EXPERIÊNCIAS
Autor: João Luiz
É bom viver experiências novas, dançar a dois demorada e apaixonadamente em um espaço próprio ou na sala de casa mesmo; conversar longas horas e depois dizer: Estou com sono, vamos dormir, passar um dia descontraído com amigos em casa mesmo sem nada planejado e tudo improvisado; viajar com pessoas queridas e coisas assim.
Mas os velhos hábitos, as dúvidas, o medo, a falta de fé e de amor que sentimos nos afastam das coisas simples e belas da vida. Colocamos tantas condições para fazer o básico que, quando nos apercebemos, o tempo e as oportunidades já passaram e custarão até vir outras.
Deixar-se levar pela vida, confiar nas pessoas certas, não criar dificuldades onde não existe, aproveitar cada oportunidade de ser feliz, são algumas das formas de viver leve e descontraidamente. Afinal, tudo passa e, com o tempo, só ficam as lembranças e sentimentos vividos e o remorso das oportunidades perdidas

domingo, 17 de junho de 2018

COMPANHEIROS E COMPANHEIRAS
Autor: João Luiz
Na maioria das vezes, para termos e mantermos as companhias que conhecemos, temos que renunciar a nós mesmos. As pessoas não costumam entender nossas mudanças de valores e ponto de vista ao longo do tempo, eles desejam que sejamos sempre a mesma pessoa ao longo do tempo.
A sociedade não nos permite mudar de opinião facilmente, é a ditadura do senso comum e da falsa democracia. O senso comum dita as regras e cabe às pessoas seguirem sem questionar. Já essa ideia equivocada de democracia nos meios sociais, diz que a vontade da maioria deve prevalecer, onde a maioria ganha e a minoria perde. Se tem um grupo de dez pessoas e oito concordam com uma idéia qualquer, os outros dois que discordam, ou se rebaixam ou ficam isolados do grupo de forma. Isso acontece nos diversos níveis das relações humanas, desde a nação até mesmo a relação amorosa entre duas pessoas.
O ser humano é um ser em mutação. Suas ideias evoluem ao longo do tempo. Mas a sociedade não gosta de mudanças, pois isso tira a previsibilidade dos comportamentos e ta insegurança ao grupo. O ideal é que prevaleça aquele pensamento: "Tudo como dantes no quartel de Abrantes".
Mudanças podem mexer com as estruturas de poder e isso não é bem visto por quem está no comando. Para quem está na posição de comando, ideias novas podem ser um sério risco a posição conquistada ao longo do tempo.
Quando a relação é sólida e estruturada em um sentimento de cumplicidade, as mudanças são bem-vindas, pois permite que um dos membros evolua nos pensamentos e sirva de inspiração para os demais. Mas se não houver raízes profundas, onde o que mantém a relação (seja ela qual for) seja só o prazer imediato, mudanças podem afastar definitivamente os membros que não estiverem em sintonia com os demais.
Dá até para desconfiar de relações duradouras que não sejam baseadas na afinidade de ideias e que não aceitem a presença de novos membros. Relações frágeis não permitem a presença de pessoas com ideias divergentes, pois a unanimidade das ideias é que mantém frágeis por mais tempo.
Evidentemente que existem pessoas que são contestadoras e que não acrescentam nada de novo, apenas questionam a ideias existentes com o intuito de causar discórdia. Esse tipo de gente deve ser evitada. Mas de forma geral, um bom debate pode ser muito útil a evolução do pensamento e da descoberta de alternativas criativas para um problema que seria aparentemente, sem solução.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

SEDUÇÃO
Autor: João Luiz
Relações humanas não são simples a ponto de serem resumidos em duas ou três dicas. Os manuais de sedução tratam a pessoas como se todas as comportassem de maneira semelhante a situações, mas o ser humano não pode ser analisado por um único prisma. São vários os fatores que influenciam o comportamento das pessoas, são fatores sociais e históricos, psicológicos e espirituais.
Os fatores sociais e históricos são mais fáceis de serem analisados, por serem mais objetivos e mensuráveis. Os fatores históricos analisam o papel de cada gênero ao longo do tempo. Já os fatores sociais analisam o comportamento humano no âmbito social, nas relações de influência, prestígio, status, liberdade e procriação.
Os fatores psicológicos são mais difíceis de serem analisados de forma coletiva, embora o ser humano atenda a certos padrões de comportamento, mesmo que não tenha consciência disso.
Os fatores psicológicos estão intimamente ligados aos fatores históricos e sociais, pois o comportamento humano varia ao longo de tempo, influenciado pela sociedade aonde esta inserida cada pessoa.
Os fatores mais difíceis de serem analisados do ponto de vista coletivo são os fatores espirituais, pois eles estão além das influências históricas e sociais, tendo uma relação mais íntima com a psicologia.
A psicologia pode funcionar como uma ponte entre este mundo e o mundo espiritual. Quanto mais uma pessoa eleva seus pensamentos e suas emoções, mais afastada ela fica das influências externas e mais propensa a seguir o fluxo do mistério da espiritualidade.
Quem procura das elevar espiritualmente, pode ser estar mais livre de influências do meio social, porém está sujeito a influências dos quais pode não ter ideia, das forças que regem o ser humano e a sociedade como um todo.
Então, não dá para simplificar as relações como se todos tivessem comportamento semelhante em situações parecidas. Talvez os manuais sirvam mais para quem vive com os cuidados deste mundo e deixa-se influenciar por forças externas, como um marionete manipulado pelos outros.
Mas um fator pode ser comum às várias formas analisar o comportamento humano: semelhantes afastem semelhantes, pessoas sexolatras vai atrair pessoas com ânsia por sexo, quem busca tristeza vai encontrar tristeza, quem se preocupa demais com violência vai ter contato com pessoas que violência e assim por diante.
Conhecer a si mesmo é a melhor forma de ter liberdade de escolha. Ter um propósito de vida também ajuda a não se deixar influenciar por fatores externos alheios à sua vontade. Encontrar alguém que ajude a você a crescer e que venha para somar a sua vida é sempre mais agradável. Reconhecer humildemente a pequenez humana diante dos mistérios da vida e, para quem acredita, diante de Deus, também fora