terça-feira, 3 de outubro de 2017

Os últimos dias de Pompeia

Quem não conhece ou esqueceu-se a história de Pompeia, relembrarei: Pompeia era uma rica cidade romana aos pés do Monte Vesúvio, um vulcão adormecido mas que de vez em quando dava sinais de vida. Como o solo ao seu redor era rico devido às atividades vulcânicas do passado, era ótimo para agricultura. Os cidadãos levavam uma vida normal até que o vulcão começou a dar sinais que entraria em erupção. Esses sinais foram ignorados mais uma vez, mas quando ele explodiu foi o Inferno na terra posta seus moradores: Quem não foi sufocado pelas cinzas vulcânicas, e pelo enxofre, foi queimado vivo pela lava incandescente que desceu a montanha em velocidade impressionante, impossibilitando a fuga de seria moradores. Destino semelhante teve Herculano, outra cidade próxima ao Monte Vesúvio.
Tudo isso serve para ilustrar como as pessoas estão vivendo suas vidas atualmente. Não está sendo feita uma comparação ao Apocalipse bíblico, mas com as mudanças que já estão acontecendo no Brasil e no mundo mas as pessoas continuam querendo acreditar que tido não passa de mãos uma crise passageira que vai passar após as medidas dos governos e dos ajustes do mercado financeiro e das forças produtivas. Fala-se que com criatividade vamos superar mais esta crise. O que estamos vivendo não é uma crise, mas uma mudança de paradigmas ou de referências. Estamos entrando numa era na qual não fomos devidamente preparados. O momento que estamos vivendo já a algumas anos são de profundas transformações estruturais na sociedade.
Por exemplo: cada vez mais os concursos públicos tem sido visto como forma de garantia e emprego estável e de aposentadoria garantida. Mas as mudanças nas leis tem tornado estas garantias cada vez mais tênues, quase que equiparando um funcionário público a um trabalhador da iniciativa privada. Com algumas exceções, vários funcionários públicos estado contribuindo para o INSS, pois os regimes próprios de previdência estado sendo extintos gradativamente.
Na iniciativa privada, a utilização de programas e robôs cada vez mais sofisticados estão sendo usados em larga escala para substituir o trabalho de dezenas ou centenas de trabalhadores, reduzindo os custos de produção e encargos trabalhistas (que no Brasil é um dos mais altos no mundo). Entretanto, essa economia gera um paradoxo: o preço dos produtos são reduzidos, porém com menos pessoas trabalhando teremos menos consumidores capazes de pagar por estes produtos a pelos reduzidos, e menos trabalhadores para manter a previdência dos que já estão apresentados ou pensionistas.
As pessoas estão reagindo de formas diferentes a essas bruscas e profundas mudanças: a maioria está passiva esperando a crise passar para que tudo volte a ser como antes, outros estão sentindo-se injuriados e reagindo com violência, seja agredindo ou roubando.
Não adianta se espelhar nos exemplos dos pais que criaram seus filhos com salário e posterior aposentadoria ou pensão. Os tempos mudaram e continuam mudando, que aceitemos ou não. O que resta a fazer é esquecer a aposentadoria por ora e pensar no que gosta e sabe fazer de melhor, e tornar isso um negócio próprio que garanta sua renda. Pensar em contribuir a sociedade e ter reconhecimento através do pagamento pelos seus serviços e produtos é uma das maneiras mais lógicas de se manter neste tempo atual. Mesmo que você trabalhe para alguém, trabalhe com dedicação, pois você e sei desempenho é mais observado do que você imagina. Desenvolva seus talentos o máximo que puder que ainda pode estar em tempo de você ter ideias inovadoras das quais as pessoas estejam precisando e queiram adquiri-las de alguma forma.
Não aja como os moradores de Pompeia e posteriormente Herculano, que ignoraram os sinais de catástrofe iminente por conveniência ou comodismo.

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