domingo, 9 de setembro de 2018

MITO DA CAVERNA
Autor: João Luiz
O Mito da Caverna, do filósofo grego Platão, serve bem para descrever como o ser humano acomoda-se ao viver na prisão da ignorância:
Neste estudo, Platão compara o ser humano à prisioneiros acorrentados que sempre viveram na ilusão de imagens distorcidas projetadas na parede de uma caverna. Um dia, um desses prisioneiros consegue fugir e depara-se com uma realidade diferente da qual ele estava acostumado, seus olhos e mente demoram a assimilar a nova realidade e ele terá duas opções: ou voltar a caverna e esquecer tudo o que vou no mundo real ou permanecer na realidade e esquecer os tempos de prisão e seus companheiros da vida até então. Se ele voltar e tentar explicar a realidade, pode até ser morto devido a ignorância de quem ao conhece a realidade projetada na parede.
Esse mito não é diferente do filme Matrix, onde as pessoas vivem em uma realidade simulada por computador e farão de tudo para defender o que acreditam ser real.
Com a espiritualidade não é diferente. O ser humano vive esta etapa material da vida como se fosse a única. Vive a vida como se ela encerrasse com a morte. A ignorância fazem com que as pessoas queiram acumular riquezas, salários, poder e bens como se isso garantisse uma tranquilidade na velhice e segurança para seus familiares.
O limitação mental no qual vivemos dificilmente permite que vejamos além do que nosso cérebro foi condicionado a pensar. Aprendemos desde cedo a ter uma visão de mundo e as regras para vivermos em sociedade, que por sua vez ensina aos nossos pais, professores e líderes religiosos através de uma hierarquia de comando social que está a serviço de quem está no poder. E quem está no controle não vai renunciar ao poder em nome do bem comum.
Somos responsáveis por cada um de nossas atitudes e não adianta procurar culpados na sociedade. No fim das contas, cada um responderá por cada ato praticado ao longo desta etapa vida e não haverá atenuantes que justifiquem a covardia, a omissão e o comodismo.
Libertar-se do condicionamento que aprisiona dependerá do que cada um estará decidido a renunciar e do esforço que fará para alcançar este propósito, pois haverão muitas perdas até começar a perceber os benefícios de de uma pessoa livre e responsável pelos próprios atos. Haverão momentos intermináveis de solidão e até perdas financeiras até atingir um novo nível de percepção de vida inimaginável para quem vive na escravidão do comodismo e do medo de viver.
 

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