NÃO JULGUEIS
Autor: João Luiz
"Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós".
Mateus 7: 1-2
Este texto não trata de questões ou dogmas religiosos, mas é coerente ter Jesus Cristo como um grande mestre, não desmerecendo outros que também marcaram sua passagem pela História através de seus atos e conhecimentos.
As pessoas são únicas e sua interpretação de mundo decorre de sua cultura familiar e social, suas experiências pessoais e coletivas, além de sua própria estrutura cerebral. Embora pareça que as pessoas interajam, na verdade, interagimos com a representação mental que fazemos das pessoas e do mundo (daí o perigo de querer tornar absoluta uma verdade meramente pessoal). A realidade não passa da nossa crença do que pensamos ser real. O elo que nossa liga às outras pessoas é muito frágil e pode ser denominado Empatia.
Empatia é a capacidade de colocarmo-nos nossa lugar dos outros. Não é a realidade absoluta, mas é o que mais se aproxima dela e nos permite que saiamos de uma visão estreita de mundo e tentemos ver o mundo por um outro ângulo, através do ponto de vista de outra pessoa. Quando conseguimos transcender nossa própria e limitada realidade, passamos ter uma maior capacidade de compreender as razões peças quais as pessoas agem desta ou daquela maneira, e tomam esta ou aquela decisão.
E se somos capazes de compreender o que motiva as pessoas, elas deixam de ser um ser totalmente desconhecido, e o ser humano é propenso a temer o desconhecido tomando-o como uma potencial ameaça, as pessoas podem querer eliminar esta suposta ameaça e todas as formas.
Quando compreendemos algo ou alguém, nos sentimos mais a vontade para tomar decisões e impressões negativas tendem a ser diluídas com mais facilidade. Quando compreendemos também os outros não nos preocupamos em avaliá-lo com tanto rigor, evitamos julgar e até condenar.
E quando deixamos de julgar, deixamos de nos sentir julgados. Afinal, as pessoas têm mais o que fazer e com o que se preocupar do que perder tempo em avaliar cada palavra e atitude nossa. Se podemos ser capazes de amar até nossos inimigos, imagine quem não nos representa uma ameaça?
"No momento em que eu realmente entender o meu inimigo, o entender bem o suficiente para derrotá-lo, então, nesse exato momento, eu também amo ele".
Orson Scott Card
Nenhum comentário:
Postar um comentário