Autor: João Luiz
Durante todas a história da humanidade, houve uma clara definição nos papéis executados por homens e mulheres: homens provedores da família e mulheres encarregadas de cuidar das coisas do lar. Isso funcionou por incontáveis gerações, onde a autoridade do homem prevaleceu. Porém, com a industrialização cada vez mais presente na vida da sociedade, esse papel homem provedor exclusivo da família começou a ser cada vez mais desnecessário, pois aonde apenas a força bruta era necessária para a execução da maior parte dos serviços, as máquinas e novos métodos de produção permitiram que a força bruta manual fosse gradualmente substituída pelas máquinas em muitos setores da economia. E cada vez mais as mulheres estão podendo executar serviços que antes eram exclusividade dos homens. Isso permitiu que cerca da metade da população, que é composta por mulheres, trabalhasse e passasse a decidir o que consumir, aumentando até a quantidade de consumidores e, consequentemente, o lucro das empresas.
Se por um lado isso foi muito saudável para as mulheres em várias partes do mundo, já que elas não dependerem exclusivamente dos homens para sobreviver, criou um problema para os homens, que até pouco tempo atrás reinavam absolutos nas decisões a serem tomadas em seus círculos familiares. A balança do poder passou a ter que ser compartilhada com mulheres cada vez mais independentes da vontade masculina. Mulheres que antes seriam oprimidas por figuras masculinas autoritárias e até mentalmente perturbadas, puderam se descolar dessa influência e determinar seu próprio destino e de seus filhos.
Porém, essas mudanças ocorreram de formas muito bruscas, se considerarmos a existência da humanidade. Se antes o papel da mulher era de afeto na família, o papel determinado ao homem era da disciplina. Mas com alteração do equilíbrio de poder familiar, as novas gerações começaram a questionar a autoridade paterna e as tradições familiares.
Uma campanha maciça dos meios de comunicações ocidentais passou a demonizar a autoridade masculina, que passou a ser vista apenas como opressora na sociedade. E as novas gerações perderam completamente a referência de modelos a serem seguidos, e isso tem afetado a mentalidade e a identidade dos gêneros. A dissolução da família foi consequência dessas bruscas mudanças no comportamento da sociedade ocidental. E com o desmoronamento dos valores familiares, a busca pelo prazer ficou sem limites. Cada um faz o que quer e tudo é permitido, onde só existem direitos e nenhum dever a ser cumprido.
Mas tudo tem consequência, se por um lado a ridicularização das minorias está sendo combatida cada vez mais, por outro lado a falta de referência tem criado gerações cada vez mais desorientadas, que não medem consequências dos seus próprios atos e desconhecem a parcela de responsabilidade das próprias decisões.
O prazer custa dinheiro, e como conseguir dinheiro sem trabalhar? Porque para trabalhar é preciso ter disciplina e senso de responsabilidade, coisa que as novas gerações desconhecem em sua maior parte. Violência social e relações afetivas instáveis são algumas das consequências deste festival de irresponsabilidade
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