domingo, 23 de julho de 2017

Solidão

Em pleno século XXI, existem mulheres que ainda acreditam que haja homens que sejam capazes de cair aos seus encantos apenas por causa de umas belas curvas. Mulheres que acreditam que o homem que paga algumas cervejas e levam elas de caso para o motel nos primeiros encontros virá a se apaixonar perdidamente porque elas fizeram todas as fantasias dele.
Não dá para acreditar que existem pessoas tolas a esse ponto, mas é o que mais existe. Mulheres que se iludem pelo brilho da pintura de um veículo motorizado e embriagam-se nos odores do combustível. E a história continua a se repetir. Depois de algumas aventuras amorosas, esse tipo de homem abandona essa mulher iludida por outra mais atraente. E assim por diante.
A solidão pede pode ter várias faces. Tem pessoas que estão casadas a anos e sentem-se solitárias, outras pessoas que trocam de parceiros a todo momento e também sentem-se só. E tem aquelas pessoas que não encontram ninguém com quem possam trocar ideias de níveis elevados, e este é meu caso.
Tenho tanto a descobrir, aprender e ensinar, mas meu público é tão silencioso que parece que estou falando ao vazio. Talvez o que eu pense, fale e escreva não interesse as pessoas com as quais eu tenha contato. Insisto em escrever pois isso tem me tornado uma pessoa cada vez melhor, mas é uma tortura não ter pessoas interessadas em comentar assuntos inteligentes.
Na internet e nas bibliotecas tem cada assunto de tirar o fôlego, mas não tenho com quem debater e chegar a conclusões mais rápidas. Tem tantas pessoas inteligentes e com um grau de cultura elevado, mas parece que não terei acesso a elas.
Não aguento mais viver cercado de pessoas cuja suas maiores preocupações são a resenha do futebol, ou a palavra do pastor, ou a novela da televisão, ou a violência não sei onde, ou a falta de dinheiro. Existe um Universo a ser descoberto e mistérios a serem desvendados, mas ninguém que conheço parecer ter tempo para perceber o que realmente importa: viver a vida em plenitude e descobrir a centelha divina em cada um de nós.
Não estou me preocupando mais em fazer sentido ou parecer coerente para a maioria das pessoas, pois não vale o esforço nem o desgaste de me explicar demais a quem não tem interesse em entender mesmo.
Acredito que devo continuar minha busca por ambientes em que eu possa desenvolver meu potencial. Quem sabe as gerações futuras tenham interesse e acesso ao pouco que já consegui produzir, e assim esta solidão e este silêncio passe a fazer algum sentido.

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