segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Confiar em quem?

"Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!" 
Jeremias 17:5
Autor: João Luiz 

Devemos confiar nas pessoas até que elas deem motivos para não confiarmos nela, mas também não devemos depositar nossa confiança nos outros.
O ser humano é inconstante, muda a todo momento. Ele é um mistério até para si mesmo. Podemos passar esta existência sem saber quem somos e o que realmente precisamos. Geralmente pensamos que sabemos o que queremos. Ninguém conhece, neste mundo, o que de passa no coração de uma pessoa, além de Deus. 
Não devemos cobrar nada de ninguém, além de respeito às regras e convivência. As liberdades individuais devem ser preservadas dentro do senso da justiça. Se quisermos algo de alguém, devemos conquistar naturalmente, e termos a humildade em aceitar que não podemos ter tudo o que queremos quando é da forma que queremos.
A paixão é um exemplo disso : ela pode funcionar por algum tempo e se for correspondida, mas é um desastre quando não é correspondida. Alguém pode sofrer e/ou pode ter alguma atitude insana por achar que pode ter alguém que não o quer.
Geralmente quando nos doamos demais às pessoas, queremos ser correspondidos. E isso está certo: o amor é uma troca e exige ser correspondido. O que devemos ter maturidade é saber reconhecer quando nossa entrega não está gerando um amor correspondente. Quando insistimos em nos dedicar a alguém e não somos correspondidos, podemos vir a duvidar da validade em amar. A maturidade ocorre quando reconhecemos que aquela situação é desfavorável ao amor e devemos mudar de atitude para nós preservar.
Devemos gostar de todas as pessoas, mas antes disso devemos gostar de nós. Assim que soubermos realmente o que é o amor, saberemos amar a mais simples manifestação de vida até a maior manifestação de todas: Deus,são então saberemos como é em quem confiar e dedicar nossas atenções. 

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