ENVELHECER FEMININO
Autor: João Luiz
Por mais que as pessoas neguem, por mais que digam que ninguém é igual a ninguém, isso não vai mudar o fato de que somos semelhantes uns aos outros e que seguimos tendências parecidas ao longo da fases da vida.
Na infância, o mundo da criança é sua mãe que é seu abrigo e alimentação, depois seu pai que é sua segurança, sua irmãos que são seus companheiros, seus avós que lhe paparica e assim por diante.
Na adolescência, o meio social se amplia e seus colegas de escola, vizinhos, namorada ou namorado para a ser seu centro das atenções e impressiona-los sua prioridade. A aceitação social por parte desses pequenos grupos define como uma pessoa quer ser apresentada e reconhecida pela sociedade. Assimilar os valores desses grupos faz parte e processo de entrosamento. Estudar e definir seu futuro profissional estão nessa fase.
Na vida adulta, será a consolidação e sua identidade social, profissional e independência financeira através destes processos anteriores.
Porém, emocionalmente falando, algo se perde nesses processos todos: a identidade pessoal de cada um. Quem olha demais para si, se isola do mundo e passa a viver uma vida solitária. Quem é entrega demais a aceitação social, renuncia a si mesmo. E essas consequências são diferentes posta homens e mulheres.
Para os homens, em idade cada vez mais avançada, em sua maioria. eles querem viver a vida e prazer da adolescência, porém agora com dinheiro próprio para financiar suas curtições.
Contudo, para as mulheres, as cobranças tendem a ser maiores. Aquelas que não engravidam logo e comprometem seu futuro profissional, podem vir a se fechar para relacionamentos que as impeçam de alcançar seus objetivos profissionais, pois nem todo homem consegue lidar com mulher capacitada e com futuro profissional promissor.
Já em idade mais avançada, está mulher liberta-se das amarras sociais que definiam seu papel na sociedade, e passa a querer desfrutar de tudo aquilo que desprezou em função e sua independência financeira. Muitas mulheres passam a se sentir atraentes aos olhos masculinos e qualquer gentileza de algum homem é indicativo para elas de que ainda estão no páreo para disputar com mulheres mais jovens. E essa carência tornam mulheres com sessenta anos em diante vulneráveis a doenças, gigolôs ou decepções avassaladoras.
Cabe aos homens com tendência a se comportarem como meninões amadurecerem logo e de uma vez por todas. E cabe às mulheres mais maduras a reconhecerem as belezas, oportunidades e limitações de cada fase da vida.
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