Autor: João Luiz
Com quem você acha pior de conviver: um homem violento e homicida ou um cara bonzinho e chato? A resposta mais óbvia seria a primeira, afinal, um chato você pode mandar embora e um violento é mais difícil. Porém, na realidade acontece exatamente o contrário: parece que os homens brutos sempre estão com alguém e que os bonzinhos ficam só. Mas por que isso acontece?
Historicamente falando, homens mais rudes eram capazes de proteger seu grupo de ameaças externas, como animais selvagens ou de outros grupos inimigos. No mundo atual, embora existam outros meios de se defender, como agentes especializados na segurança pública e armas de defesa pessoal, um homem rude pode ter permanecido no imaginário popular como alguém capaz de prover uma segurança a mais.
Pode ser também que os homens rudes sejam vistos como altamente seguros de si mesmos pelos outros. E isso pode ser altamente atraente para uma pessoa insegura e cheia de conflitos internos não resolvidos.
Só que esta aparente segurança deles pode estar repousando sobre uma capacidade de provocarem aos cruéis sem nenhum remorso, pois um estado estado de fúria pode dar a sensação se um poder a mais. Além disso, a capacidade de poder tirar a vida de alguém dá para algumas pessoas a sensação de controlar a vida e a morte, quase como se fosse uma divindade. Do ponto de vista social, homens mais maus são mais dissimulados e sabem ser muito agradáveis quando lhes convém.
Isso explica porque homens cafajestes conseguem mais sucesso em seus relacionamentos. Eles são normalmente autênticos (pode ser de maneira negativa, mas são autênticos). Já os chamados bonzinhos tentam agradar tanto que acabam passando uma ideia de falsidade, e isso deixa a impressão de que são pouco confiáveis.
Quando a mulher costuma perceber o tipo de homem que se envolveu, costuma ser tarde demais para se desvincular fácil dele, pois ela pode já estar economicamente dependente dele e socialmente isolada. É muito mais fácil controlar alguém inseguro que não pode se manter, que está afastada da sociedade e que já vive num ambiente constante de medo e agressões.
Já os bonzinhos, na sua ânsia de agradar a quem não curte um tipo pacífico, passa a imagem de um ser fraco desprovido de vontade própria. Os bonzinhos costumam querer se adaptar ao que os outros demonstram desejar, e isso passa uma ideia de falsidade. Podem até ser bons amigos, mas não é o tipo de homem que está na fantasia da maioria das mulheres.
Qual é a solução? Procurar nos outros aquilo que você deseja pode te custar muito caro, em vários sentidos. Chegar um uma relação fragilizado e inseguro é receita certa para o sofrimento. É melhor estar pleno de si mesmo e bem resolvido antes de pensar em se envolver com alguém. Não ignore os avisos que costumam vir com atitudes gentis e palavras lisonjeiras que são agradáveis aos ouvidos e é tudo que você quer ouvir.
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