Autor: João Luiz
Você se considera uma pessoa romântica? Que loucuras você já fez por amor? Acha que o romantismo está em alta ou em baixa? Mas, afinal de contas, o que é romantismo?
Romantismo, ao contrário do que a maior parte das pessoas pensam, não foi um uma ideia ou um conceito que surgiu espontaneamente. Foi um movimento cultural elaborado pela elites intelectuais como forma de expressão artística. Não é algo que se desenvolveu com a humanidade.
Particularmente pra mim, essa história de romantismo é a maior roubada que alguém pode embarcar, porque ela passa a desejar e idealizar uma situação que pode nunca se tornar realidade.
O chamado romântico idealiza a pessoa que ele quer se envolver, e essa pessoa já está pronta para satisfazer todas as fantasias que ele elaborou sozinho. Quando essa pessoa romântica encontra alguém que possa ser encaixar no seu ideal de porque esse ideal romântico ainda é tão forte na sociedade moderna. O romantismo facilita a ideia de que pode haver um paraíso na terra, basta achar a pessoa certa e, de repente, todos os problemas estão resolvidos.
O romântico acha que o mundo vai parar assim que ele conseguir achar sua alma gêmea (outra ideia estúpida) e girar em torno dele porque ele merece a felicidade.
Essa tal felicidade... Para o romântico, a felicidade está em encontrar e ficar com a pessoa certa para sempre (como se as pessoas fossem sempre as mesmas). O romântico acredita que a pessoa que ele achou nova vai mudar e sempre vai ser como ele mesmo idealizou.
Mas as pessoas mudam o tempo todo, em sua maioria. Podemos comparar as pessoas como um filme que é movimento, e não como uma fotografia que pode até amarelar mas as figuras sempre estarão na mesma posição.
É fácil transferir a responsabilidade da felicidade da gente a outra pessoa que "caiu de paraquedas" em nossas vidas. Essa pessoa para a ser responsável em prover todas as sensações e sentimentos que precisamos para nos sentirmos em paz e em estado de plenitude.
Mas quem realmente vai querer se manter em uma relação em que a outra pessoa pode declarar que poderá perder o gosto de viver se seu amado o deixar? É um peso muito grande transferir a responsabilidade de nós felicidade a outra pessoa.
A outra pessoa em nossa vida deve ser uma recompensa por tudo aquilo que fizemos para ser melhores a cada dia e ela se sentiu atraída por alguém que a completasse. Não devemos tratar a outra pessoa como uma muleta que tem a responsabilidade de nós manter em pé. A outra pessoa nada mais é do que alguém que curte nossa companhia e caminha pela estrada da vida aí nosso lado.
Ninguém é a mesma pessoa o tempo todo. O mundo muda, as ideias mudam e os interesses mudam. Manter-se unido a alguém significa conseguir compreender que o outro que está ali tem interesses pessoais próprios e cabe a nós identificar esses interesses e saber se ainda nos encaixamos na vida desta pessoa. Uma relação se mantém como uma conquista diária e continua. Não basta colocar alguém dentro de casa, abastecer de comida e passar as contas. A vida a dois é muito mais do que isso. O romântico não compreende que a outra pessoa não seja uma extensão dos seus desejos e pensamentos.
O romântico tende a fazer o papel do bonzinho que a maior parte das mulheres podem até sentir pena deles, mas não suportam conviver com alguém assim. O bonzinho é aquele que ama sozinho e sempre se "ferra". As mulheres querem um homem de verdade ao seu lado, e não um banana obediente e fraco. O divertido para uma mulher é tentar conquistar um homem domina-lo, mas no dia em que ela consegue fazer isso, ela perde o interesse. E o romântico é aquele bonzinho dominado que não desperta emoção em outra pessoa porque, no final da contas, ele está se importando aumente com ele e mais ninguém.
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