Autor: João Luiz
Você fala mal dos outros? Tem alguém que você conheça que, por falta de oportunidade de falar as coisas pra ela, você fala dela? Você acha isso certo ou errado? Isso te deixa aliviado ou sentido um peso?
Uma das coisas mais difíceis que acho que posso deixar de fazer é falar mal das pessoas. Parece que casa vez que vamos falar com alguém, inevitavelmente acabamos falando de alguém, e geralmente falamos mal. As conversas com pessoas pessoas no dia-a-dia, as redes sociais ,os meios de comunicação, estão sempre focando nas atitudes ruins das outras pessoas. É muito mais fácil você conseguir estabelecer um diálogo se houver um NÓS e um ELES. NÓS somos sempre os bonzinhos e as vítimas e ELES são os maus insensíveis.
Se você estiver conversando com alguém e se atrever a tentar colocar os dois pontos de vista, você deixará de fazer parte de NÓS pois estará defendendo os interesses DELES. Não existe, na maior parte do tempo, essa questão de ser imparcial, então o estímulo para se fazer de vítima é sempre maior do que o estímulo para avaliar os dois lados da questão. Até mesmo porque de você tentar ser imparcial na conversa, poderá desagradar a outra pessoa que está narrando a história.
As divergências familiares, religiosas, políticas, profissionais, culturais, sociais, raciais, de gênero, de futebol, entre tantas outras podem ser o pretexto para encontrar um "culpado", pois cai naquela questão do NÓS (vítimas) contra ELES (culpados).
O ruim de ficar falando mal das pessoas, por mais erradas que elas estejam agindo, é porque acabamos por passar a mensagem de que somos melhores que os outros e que temos a capacidade de julgar quem quer que seja. Isso acaba sendo até uma atitude de soberba, de arrogância mesmo.
Acontece que nem sempre temos maturidade o suficiente para tolerar que alguém nos contradiga. Também é mais fácil conseguir apoio social quando fazemos o papel de vítima dos outros. Quando falamos mal de alguém ou de qualquer coisa, é mais fácil conseguir solidariedade, pois as pessoas também procuram um responsável pela males que as aflingem. Fica mais fácil para os outros se identificarem conosco e até nos apoiarem. Geralmente é um apoio que não resolve nada e nem chega a nenhuma conclusão prática.
O ruim disso tudo é que cria-se o hábito de reclamar e buscar um culpado por tudo de ruim que acontece conosco ou que deixamos de conquistar. É cômodo e prático ter alguém que possa ser responsabilizado pela falta de sucesso e coragem de viver que casa um pode ter, em maior ou menor grau.
Não há como deixar de falar mal dos outros se tiver se sentindo muito carente e estiver buscando apoio e compaixão alheia, assim como não vai deixar de falar não for outros enquanto não tiver maturidade o suficiente para deixar de sempre culpar os outros por tudo de ruim que acontece. Quem realmente quiser a encontrar solução para seus próprios problemas, tem que deixar de procurar culpados e buscar soluções que realmente atendam às suas necessidades.
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