"Quando descobrimos nossas partes "faltantes" nos outros, sentimo-nos poderosa e irresistivelmente atraídos. Podemos até mesmo acreditar que "precisamos" deles em nossa vida, até o momento em que nos lembramos de que o que nos atrai é algo que ainda temos dentro de nós ... e que, simplesmente, está adormecido. Tendo consciência de que essas características e traços ainda estão conosco, podemos retirar a camuflagem que os encobre para incorporá-los outra vez em nossa vida. E, ao fazermos isso, subitamente descobrimos que não estamos mais nos sentindo poderosa, magnética e inexplicavelmente arrastados para a pessoa que originalmente espelhou esses nossos traços.
Esse inexplicável sentimento que
temos quando estamos com outra pessoa — o magnetismo e a chama que nos fazem
sentir tão cheios de vida — na realidade somos nós mesmos! Trata-se da
essência dessas partes que nós perdemos e do reconhecimento de que as queremos
de volta em nossa vida "
Do
livro: A Matriz Divina, de Gregg Braden
O trecho acima nos dá uma ideia do
motivo pelo qual surgem e acabam os relacionamentos: buscamos nos outros aquilo
que sentimos falta em nós mesmos, mas depois que aprendemos a recuperar que
permitimos que o mundo tire de nós, o interesse pelo outro simplesmente
desaparece. Por este motivo, não devemos nos apegar a ninguém, pois nós ainda
podemos estar dependentes do outro, mas o outro pode não estar mais dependente
de nós como estava no início da relação. Então isso significa que toda relação
que toda relação tem prazo de validade e está fadada ao fracasso? Não
necessariamente. Uma relação que tem bases sólidas e o casal, familiares ou
amigos compartilham de ideias e sentimentos, não tem motivos para acabar depois
que uma das partes se encontrar e perder o interesse no outro. O ser humano
está sempre se renovando e reinventando suas ideias, se ele se permitir isso, e
por isso mesmo sempre pode permanecer interessante.
Em uma relação onde todos evoluem e aprendem constantemente, não há motivos
para esse tipo de preocupação. A paixão pode acabar e com ela toda a ilusão de
que já encontrou alguém para a vida toda, mas o amor permanece e só tende a
crescer com o tempo.
Ser emocionalmente dependente de alguém
é uma forma de servidão, onde uma das partes renuncia a sua própria liberdade e
identidade em troca carinho e proteção de outra pessoa.
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