segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Virtudes

" ... Pois não é o suficiente ter o espírito bom, o principal é aplica-lo bem. As maiores elas são capazes dos maiores vícios, tanto quanto das maiores virtudes..."
É um mito acreditar que pessoas boas que só fazem o bem são incapazes de fazer maldades. Esse tipo de gente é que é capaz de fazer grandes estragos na vida de alguém ou mesmo da sociedade. Cada um escolhe o caminho que quer seguir e arca com as consequências. Fazer o bem ou o mal é uma questão de escolha pessoal. Não basta deixar de fazer o mal com medo de ser pego e punido pelas autoridades humanas, essa escolha tem que se uma escolha pessoal e interior de cada um. Todos são livres para escolher o caminho que desejam seguir,por mais que pareça que não há alternativas, sempre há como escolher.
Normalmente a pessoas que se declaram incapazes de fazer o mal a alguém são as que vivem em função do medo e querem alguém que faça o trabalho sujo que elas não têm coragem de fazer por covardia e não por compaixão. Pessoas assim são merecedoras da desconfiança dos outros.
Pense nos mestres que mudaram o curso da humanidade com seus bons exemplos de vida, obras realizadas e ensinamentos. Todos eles tiveram que lutar constantemente para não desistir de fazer o bem nem mesmo diante as torturas impostas a eles. Eles não se acomodaram ou se acovardaram diante das iminentes ameaças a sua integridade física e risco de morte. Eles perseveraram diante de todos os obstáculos que colocaram em seu caminho para que eles desistissem e deixassem de ser um exemplo aos demais. Renunciaram a tudo em nome seria suas crenças pessoais.
Mesmo eles seriam capazes de cometerem atrocidades se tivessem escolhido o caminho do mal, da riqueza, da fama ou da segurança no lugar e romagem o mundo um lugar melhor para se viver. Eles deram esperanças e forças quando tudo parecia perdido. Da mesma forma, pessoas execráveis como Adolf Hitler poderia ter feito muito bem a humanidade se tivesse utilizado seus talentos pessoais para construir no lugar de destruir.
O bem e o mal são agora lados da mesma moeda, eles coexistem e tentam ocupar espaço no coração de cada um. Mas a escolha do que vai prevalecer é de cada pessoa, conscientemente ou não. Ignorância não torna alguém menos culpado de aos maldosos ou de omissão ao bem que poderia ter praticado. Cada um é responsável pelos seus próprios atos.

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