quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Para conhecermos o amor temos que nos entregar a ele sem reservas. Mas para isso temos que nos desprender de vários conceitos aprendidos e arraigados ao longo do tempo.
O amor é um sentimento e, como tal, deve ser livre. O que normalmente acontece é que a sociedade moderna confunde facilmente amor com desejo. O desejo é mesquinho e possessivo, prende e não liberta. Antes de termos o desejo, devemos cultivar o sentimento do amor. O desejo deve ser submisso e não subversão soberano em nossas vidas. Quem deve reinar absoluto em nossos corações é o amor.
Mas quando sabemos que estamos amando? Sabemos quando deixamos nossos interesses em segundo plano, quando a dedicação a quem precisa de nós é mais importante que nossos interesses imediatistas. Isso não significa que devemos renunciar a nós mesmos, mas aprender com esta oportunidade de sermos realmente úteis aos nossos semelhantes.
Mas o amor não é uma emoção leve. Pode ser algo que toma conta de todo nosso ser. Quando nos entregamos ao amor não devemos impor condições. Por exemplo: Quando nos entregamos a alguém, estamos vulneráveis, podemos estar seguros ou sofrermos amargamente. Mas não se pode dizer que existe uma relação de amor enquanto nos nos desarmamos e confiança no outro.
Quem vive no amor, vive a cada momento, mas este momento pode se estender por toda a eternidade. Não se ama se houver no coração o sentimento do medo ou da tristeza. O amor não disputa espaço e não briga para ficar. Se acomodamos a tristeza ou o medo em nosso coração, o amor vai embora e recupera-lo pode ser bem difícil. Mas se alguém nos dá motivos para não nos entregarmos, então existem trevas obscuras no coração desta pessoa, ou mesmo no nosso próprio coração, e em terreno assim não há fertilidade para o amor crescer.
O amor não se esconde, ele quer crescer e aparecer. É ilusão acreditar que o amor nos faça sofrer. O que nos faz sofrer são nossas próprias vontades e teimosia em insistir em relações fadadas ao fracasso.
Não tenha medo de amar. Comece a viver sua experiência de amor com pessoas em que você possa confiar, tipo familiares e amigos que você sinta que tem interesse em seu bem.
Quando envolvemos sexo na relação, linha entre o sentimento e a posse fica indefinida e até confusa. O sexo faz parte desta dimensão e não vai para s eternidade. Ele sabe que tem prazo de validade, então quer se manter o quanto puder. E relações sexuais costumam levar as paixões, que também pertencem a este mundo e tem prazo de validade de, aproximadamente, dois anos, depois disso pode até virar amor mas normalmente vira rotina, vai na monotonia e termina a relação de forma agonizante.
A energia sexual é a mais poderosa que nosso corpo pode gerar. Sufoca-la pode ter consequências sérias em nossa saúde e mental. Essa energia não é para ser reprimida, mas canalizada. Isso significa transforma-la em um amor sem medidas, a isso damos o nome de sublimar o amor.
Não deixe que as dúvidas te afastem do caminho que você pode percorrer se amar verdadeiramente. O amor pode fazer milagres. Quando mudamos nosso pensamento e sentimento, o mundo muda a nossa volta. Nossa percepção de realidade para a ser outra. Mas viver no amor pode significar ter que mudar de relacionamento, amizades que não evoluem com você e se se afastar de alguns familiares que não acompanhem seu ritmo. Só assim você poderá viver o amor em sua plenitude.

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