quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Do que realmente precisamos?

Às vezes reclamamos da sorte que a vida nos trouxe. Nem sempre temos o que pensamos que queremos quando queremos. Nem sempre o que desejamos seja o melhor para nós mesmos. Por exemplo, às vezes pensamos que para sermos felizes e nos sentimos completos precisamos de um romance para preencher o vazio de nossas vidas, ou de mais dinheiro, ou do emprego dos sonhos, ou realizar aquela viagem inesquecível. Fazemos planos e queremos que ele se realize como idealizamos. Mas existem forças que desconhecemos e nos conduzem por caminhos que nem sempre são agradáveis ou precisamos passar.
Aprendemos conceitos errados na vida que tomamos como uma verdade inquestionável, aprender algo errado e aplicar não nos isenta da responsabilidade das consequências de nossos próprios atos. Nossas vontades atrapalham nosso raciocínio, nos levando a tomar como verdades o que não passa de ilusões.
Aprendemos que para sermos felizes precisamos fazer o que outros fizeram e, aparentemente, deram certo para eles. As pessoas tomam exemplos isolados como verdades absolutas que devem se aplicados a todos. Acreditamos que devemos seguir padrões preestabelecidos para termos os mesmos resultados. Aprendermos que devemos ser obedientes aos pais (que muitas vezes confundem obediência com submissão), que devemos estudar para sermos gente na vida, que precisamos nos casar e termos filhos para nos sentirmos outros completas, aprendemos também que precisamos te um emprego tradicional de carteira assinada para termos como boa manter. Essas sai as fórmulas que a sociedade nos ensina para sermos pessoas realizadas e felizes.
Por exemplo, acreditei durante muito tempo no que diziam. Me ensinaram que para sermos felizes precisamos ter alguém ao nosso lado, mesmo que não saibamos bem quem está ao nosso lado. Me disseram que passamos a vida inteira ao lado de alguém e nem assim sabemos com quem convivemos. As pessoas estranham que alguém de minha idade ainda não tenha se casado ou tido filhos, como fazer isso me trouxesse felicidade, poiso normal é uma pessoa se casar e ter filhos, mesmo que se separe maior adiante. Depois de passarem a vida aprendendo conceitos errados, quantas pessoas estão realmente preparadas para fazer as escolhas certas que vão determinar o restante de suas vidas?
O emprego dos sonhos ou um romance não são um fim em si mesmos. Ainda que conquistemos isso, a luta não para, assim como a nossa vontade de querer sempre mais. Não tem dinheiro ou romance que nos deixe plenamente satisfeitos por muito tempo. O que acabou de ser descrito geram alegrias, mas não felicidade.
Por exemplo: durante muito tempo eu achei que tivesse que ter tudo que as pessoas valorizavam para que eu tivesse reconhecimento social e assim me tornaria uma pessoa mais popular. Dediquei esforços e perdi décadas de minha vida para perceber que eu não precisava provar nada a ninguém, e nem precisava ter maior do que eu já tinha para ser respeitado e seguir meu caminho. Eu já tinha tudo, só não valorizava e não usava o que eu já possuía: meus talentos naturais, algo que sempre foi intrínseco a mim mas as outras pessoas não exaltavam como valioso. A duras penas venho recuperando minha autoconfiança e seguido em frente, deixando para trás aqueles que não tem interesse em caminhar comigo, pois ao longo de nos vida, pessoas vem e vão, e como dizia Vinicius de Moraes: "Que o amor seja eterno enquanto dure".

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