domingo, 3 de setembro de 2017

Esqueletos no armário

Existem comportamentos que formam um sentimento de medo que podemos classificar como "Esqueletos no armário". As pessoas têm aspectos da própria vida que não querem que se torne público, tanto faz se for algo que fizeram no passado ou que sentem e seria constrangedor se outras pessoas tinham conhecimento. Então passam a viver uma vida dupla de fantasia, e com o tempo começam ae esquecer quem realmente são e o que sentem. Mas basta um momento de tensão para servir como gatilho que detona uma explosão de consequências nefastas imprevisíveis.
Esse medo faz com quem não consigamos olhar para nos mesmos, para nossa verdadeira essência. São questões mal resolvidas que não sendo depositadas no subconsciente e vão crescendo como um câncer na alma, gerando  explosões de humor que, em casos extremos podem ter consequências devastadoras e irremediáveis.
Você já se perguntou o porquê de sua vida estar como está? Já se perguntou de quem é a responsabilidade? Já se perguntou que forças internas te movem ou estimulam de fato?
Existem forças e impulsos poderosos atuando em cada pessoa, que fazem com que elas surpreendam-se consigo mesmas, para o nem ou para o mal. Ao longo dos milênios foram procuradas e encontradas várias explicações para isso, tanto a nível religioso quanto científico. Algumas dessas explicações úteis e outras nem tanto, umas verdadeiras e outras totalmente falsas, algumas coerentes e outras fantasiosas. Mas o fato é que normalmente não temos a menor idéia prática de como resolver questões simples mas de fundamental importância para nossa felicidade e prosperidade. Este texto não busca uma conclusão para algo tão antigo e complexo, apenas expor algumas possibilidades.
O comportamento do ser humano pode ser classificado em dois grandes grupos: o primitivo e o civilizado, ou materialista e espiritualista.
O materialista é mais imediatista, só consegue perceber a realidade através de seus cinco sentidos sensoriais (audição, visão, olfato, paladar e tato). Não acredita no que não vê, ouve, sente ou prova. Como está mais ligado às coisas deste mundo, tende a ser guiado para o prazer, tornando-se facilmente um hedonista.
Para um hedonista, o sentido da vida esta no prazer, seja ele qual for. Como não acredita em vida após a morte, não vê sentido em se privar de todos os prazeres que pode sentir, se tanto faz ser bom ou mal, o fim de todos será o mesmo e sem punição, pois não há julgamento depois que alguém morre.
O fato de alguém ser um materialista, não o torna uma pessoa mais racional ou mal por isso, apenas fica mais difícil ter decisões moralmente corretas se não teme consequências pós morte. 
Para uma pessoa espiritualista, que crê na imortalidade daquilo que conhecemos como alma, tudo que fazemos nesta vida tem consequências nesta existência e após a ela. Quem comanda o corpo é a alma, sendo este corpo apenas um abrigo para a alma e um meio dela manifestar a fé um Deus. A razão esta existência não é prover o corpo de todo tipo de prazer, mas de mantê-lo saudável para que a alma consiga executar o máximo de tarefas antes de voltar ao seu plano astral.
Mas para o corpo, através do cérebro, não é fácil admitir que sua existência tem prazo de validade curto, e que pode ser ainda antecipado em caso de algum acidente ou doença grave. O corpo é como um cavalo selvagem que precisa ser domado poderá poder realizar seu trabalhos com perfeição.
E como se já não fosse difícil para o cérebro processar tantas informações, o de vivente ainda está sob pressão e influência de outras pessoas, impulsos internos e forças que o ser humano desconhece o grau de influência que exercem sobre cada um de nós.
São assuntos profundos e a maior parte das pessoas preferem ignorar a existência deles, mas esse descaso não torna a pessoas invulneráveis aos seus efeitos. A espiritualidade tem suas leis e regras e comanda a humanidade, quer ela aceite ou não.

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