Eu tinha receio de não conseguir me casar antes que acabassem as
mulheres do mundo. De certa forma, eu estava certo: este dia está
chegando. Com esta onda de excessos de igualdade, de independência
feminina, de liberação sexual e decadência moral, a essência feminina
está se perdendo e as mulheres, como as conhecemos, estão em vias de
extinção e deveriam entrar para a lista de espécies ameaçadas.
Antes era possível olhar uma mulher e ver características tipicamente
femininas. Hoje em dia mal dá para distinguir uma mulher de um homem,
tanto nas vestes quanto o comportamento. O sorriso feminino, tão
encantador no passado, quase já não existe mais nos dias atuais. As mães
devotadas de ontem estão cada vez mais raras. As mulheres tem tido
filhos não por amor, mas por descuido ou ingenuidade para segurar um
homem.
Hoje em dia, as mulheres estão bebendo tanto quanto os homens e
até o interesse pelo sexo está diminuindo. O clássico jogo da sedução
fui substituído pelo simples ato do escambo ou troca: o homem paga umas
cervejas para a mulher, leva ela para a casa dele e ele poderá
desfrutá-la como desejar. Quem vai confiar em casar com uma mulher deste
tipo e coloca-la dentro de casa? Só se ele for muito ingênuo, e poderá
nem conseguir entra rem casa por causa do par de chifres que poderá
ganhar, ou ainda colocar dentro de casa uma mulher encrenqueira que nem
os pais fizeram questão de segurar até o casamento. E depois elas dizem
que os homens não querem relação séria.
Quando vejo uma mulher de vestido e comportamento feminino tenho que me
certificar que é realmente uma mulher e não um “produto” genérico ou
falsificado, um homem disfarçado. Mas quando percebo que é uma mulher de
verdade, digo a mim mesmo: “O mundo não está totalmente perdido, ainda
há salvação para esta geração”.
Claro que nem tudo é negativo e tem muitas mulheres de hoje tem méritos a
comemorar: estudam muito mais, comandam equipes de pessoas e empresas,
sustentam a família com seu trabalho. Estão mais companheiras e menos
dependentes dos homens, se querem alguém é para fazer companhia e não
apenas para sustenta-las, trabalhando para construir algo pro bem do
casal e da família.
Até agora só fiz esculachar as mulheres, mas os homens são tão ou
mais responsáveis pela situação atual quanto as mulheres. A palavra
homem era facilmente associada - num passado não muito distante - a
segurança, força, determinação, perseverança, decisão, coragem,
virilidade, orgulho, inteligência e proteção. Hoje em dia a palavra
homem quase não passa mais apenas de uma palavra. Tudo aquilo que um dia
invocou parece fazer parte de um passado distante.
O homem tradicional era um porto seguro para sua família e para a
comunidade em geral. Era a referência em momentos de turbulência e de
conflitos. Era alguém em que os mais desprotegidos poderiam recorrer.
Mas tudo isso mudou. Enquanto as mulheres avançaram nas conquistas
sociais, os “homens” se acomodaram. Elas foram a luta, conquistaram o
direito, de estudar, votar e trabalhar; e eles, se acomodaram na casa
dos pais, no lazer com os amigos, nas relações passageiras, na malhação
da academia, na cerveja do bar e no futebol de domingo. Aquele homem que
poderia ter o título de Homem também está em extinção. Ainda existem
alguns valentões que acreditam que ser homem é ser violento, grosseiro e
ignorante, mas até estes desabem diante de um trabalho que exigem algum
esforço físico ou coragem para superá-lo.
Não podemos esquecer de mencionar os eternos meninões ou garotões:
homens que tem mentalidade e comportamento de adolescente em todas as
fases da vida: gostam de ter relações sexuais com variadas mulheres no
mesmo período; não tem capacidade de estabelecer uma relação monogâmica
em cada relação; são irresponsáveis e esbanjadores; arranja mulher para
morar com ele e leva ela para morar em casa para os pais dele a
sustentarem; arranja filho pra mãe dele cuidar, enquanto ele vai
continuar a transar irresponsavelmente com outras mulheres; quem
impressionar os amigos e o sexo oposto usando produtos caros, mesmo sem
ter condições financeiras pra isso.
O meninão vive da mesada que recebe. Mesmo quando já é um homem
independente financeiramente, trabalhando para si ou para terceiros, a
remuneração não passa de uma mesada paga pelos novos pais (empresa) e
que pode esbanjá-la com carrões, mulheres e bebidas. Quando arranjam uma
mulher segura de si e madura, na verdade ele está arranjando uma mãe
substituta que vai cuidar dele e de seus interesses enquanto ele
continua com aventuras extraconjugais.
Esse tipo de “homem” garotão é interessante para as mulheres, porque
num primeiro momento ele é jovial, com de sexo, esbanjador,
conquistador, veste-se bem, perfumado, gosta de baladas e de beber
muito. Tudo que uma mulher independente ou dependente quer. Mas tem um
preço, ela não conseguirá muda-lo e vai sofrer muito com a concorrência
que terá de outras mulheres e dos amigos dele.
Louvável que houve uma maior sensibilização por parte do sexo
masculino e algumas atividades que eram executadas apenas pelas mulheres
hoje em dia os homens tem executado sem nenhum constrangimento, como:
fazer compras no supermercado, escolher, frutas e verduras, arrumar a
própria cama, lavar a própria roupa, cozinhar em casa e arrumá-la,
lavras pratos e panelas, pregar o botão da roupa, admitir que errou e
pedir desculpas.
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