Por mais que haja modernidade, os homens ainda procuram uma mulher para
casamento, pelos mais diversos motivos. Uns querem porque são “meninões”
e procuram uma mãe substituta, outros querem uma empregada, e outros
uma mulher para ser sua companheira para a vida inteira. O senso comum é
que existe mulher para casar, por dentro de casa, ser mãe dos filhos,
dona da casa e confiar a vida a dois; e tem mulher que serve apenas para
diversão, ou por que não querem responsabilidades só diversão ou porque
não inspiram confiança na fidelidade.
Acredito na instituição do matrimonio monogâmico. Enquanto existe a
beleza, o dinheiro, a juventude e saúde é fácil conseguir alguém para
viver aventuras amorosas. Mas a idade vai passando e o tempo deixa
marcas que podem não ser atraentes ao olhar de aventureiros.
Manter-se fiel aos próprios princípios foi difícil em qualquer época
da história da humanidade, não só nos dias de hoje. Princípios como se
guardar para uma relação monogâmica e emocional. Qualquer pessoa que
assuma isso publicamente corre sérios riscos de ser ridicularizada e ser
rotulada como louca. Mas isso é só mais uma provação que as pessoas tem
que passar nessa vida. Falando francamente: com tantas doenças
sexualmente transmissíveis assolando a humanidade, fazer sexo segura mas
ser promíscuo é, no mínimo, uma grande porcaria. O sexo deve nos elevar
às alturas, e não nos prender à Terra com preocupações do tipo gravidez
indesejada ou algum tipo de contaminação.
Casamento é conviver com alguém dia-a-dia, na alegria e na tristeza,
na saúde e na doença. Quantas pessoas confiaríamos nossa vida como
confiamos em nossa mãe, ou mesmo nossos irmãos? São raras as relações
que sobrevivem a graves dificuldades, e raras as pessoas em que podemos
confiar em momentos de dificuldades. Difícil encontrar alguém que nos
ame tanto que seja capaz de nos contestar e brigar conosco para nos
tirar do mau caminho e nos orientar.
Lamentavelmente, as pessoas não aprendem com os erros dos outros,
não tomam como exemplo para suas vidas e geração após geração repete os
mesmos erros de viver aventuras amorosas e de se meter com parceiros
errados, apenas pela beleza ou dinheiro.
As pessoas falam que só se conhece alguém depois do casamento,
outros dizem que não se conhece o outro nem depois do casamento. Isso
tudo é bobagem: logo no início da relação o parceiro (a) dá indícios de
quem ele (a) realmente é. A conveniência de um é que faz o outro ignorar
os defeitos alheios, defeitos esses que inviabilizam uma relação
duradoura, mas que no começo “tudo são flores”. Conversa fiada.
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