Vida virtual - introdução
A apenas algumas décadas, se você se sentisse só ou quisesse arranjar alguém para conversar ou mesmo namorar, você ia a uma praça ou parque, barzinho ou festa para flertar-se com alguém. Ainda havia uma certa ingenuidade no ar e as mulheres trocavam números de telefones com desconhecidos e havia oportunidade de iniciara-se iniciar-se uma relação que poderia até resultar em casamento.
Mas o tempo passou e apareceu um episódio que serviu de alerta a acabou de vez com o que ainda havia de romantismo: O maníaco do parque. Antes deste episódio amplamente divulgado na televisão, as mulheres davam oportunidade de desconhecidos de se aproximarem delas e até seriam com eles. Mas o que poderia já estar acontecendo sem divulgação, depois de repercussão que teve ficou marcado na cabeça das pessoas a figura do psicopata, que é aquele indivíduo que mata alguém sem nenhum remorso.
Depois disso, acabou a possibilidade de um homem desconhecido se aproximar de uma mulher sem deixá-la assustada. E em apenas alguns anos os ladrões se tornaram tão ousados que assaltam qualquer tipo de pessoa em qualquer lugar. Tudo isso serviu para soltar de vez qualquer chance de se conhecer uma pessoa desconhecida em um ambiente que não fosse controlado, tipo uma empresa ou indicação de algum conhecido.
Tudo isso serviu para aumentar os contatos em ambientes controlados, tipo escolas, faculdades, igrejas, empresas e indicação de pessoas conhecidas. Quase que não se tem mais oportunidade de conhecer alguém se não estiver vinculado a algum lugar. Além disso, devido a violência nas cidades, as pessoas têm preferido contatos virtuais a terem que se deslocar de suas casas para se encontrar com alguém, levo que seja um familiar seu.
Por isso, a cada dia mais as pessoas estão se comunicando e se conectando via tecnologias cada vez mais modernas. Os meios de comunicação estão se aperfeiçoando de forma exponencial. Mas mesmo assim, e talvez por isso mesmo, as pessoas estão cada vez mais solitárias e incapazes de tolerar opiniões diferentes das suas.
No mundo virtual, tudo deve ser lindo e perfeito, qualquer coisa publicada não pude ter qualquer opinião contrária, sob pena de ser excluído do grupo sob fortes protestos. E da depender da opinião contrária, os dissidentes poderão ser classificados de racistas, honoríficos, reacionários, conservadores, moralistas ou ultrapassados.
O mundo virtual é composto de várias vertentes, mas as principais atualmente são: as ligações telefônicas Facebook, whatssap e bate-papo, assuntos os quais detalharei em textos a seguir a seguir.
Vida virtual - telefone
A vida virtual nos faz perder tempo demais e não nos acrescenta nada. Sei disso, perdi anos de vida neste vício. Quando eu era mais novo, o dinheiro era curto, então para convencer alguém a namorar comigo eu conversava bastante para criar intimidade e disfarçar o fato de eu te poucos recursos para impressionar uma garota. O tempo passava e a situação não melhorava e eu continuava a ficar horas no telefone.
Naquela época as pessoas gostavam de receber ligações de telefone e falavam comigo até sermos vencidos pelo sono, e no outro dia recomeçávamos.
Durante muito tempo utilizei o telefone como forma de comunicação virtual, conheceu com os antigos orelhões que usavam fichas telefônicas até mesmo outra mais modernos que utilizavam cartões telefônicos. Comecei comprando fichas individuais e por fim já estava comprando pacotes fechados de um cento. O mesmo aconteceu com os cartões telefônicos, eu comprava vários só para atualizar as conversas e manter o contato. Daí passamos a ter telefone residencial e o vício continuava, e a dureza também.
Chegamos a época do celular, mas no início do serviço de telefonia celular cada ligação era cara, pegava-se para ligar e receber chamadas. Os aparelhos de telefones celulares eram caros e extremamente básicos em suas funções. Mais de uma década depois é que chegaram as promoções de ligações com bônus que facilitaram e viabilizaram os contatos. Eu tinha conta de telefone e perdia mais de sessenta horas por mês do fazendo ligações. E quase nada de ver alguém pessoalmente.
Ou seja telefone pode servir para dar um recado rápido, mas conhecer e manter contato apenas telefonando é forçar uma situação de maneira artificial e tentar viabilizar uma relação sem bases sólidas e sem futuro. De vez em quando eu apago vários números de minha agenda de telefone para testar quem ainda vai ligar para mim, e ainda me surpreendo quando a maior parte das pessoas não me telefona para saber o porquê de eu ter sumido e não ligado mais, ou seja, se eu não telefonar, a maior parte dessas pessoas nem sentem minha falta. Alimentar qualquer tipo de contato meramente virtual é grande perda de tempo e apenas se iludir ao longo dos anos.
Vida virtual - redes sociais
Então surgiu uma nova maneira de conhecer pessoas, que foi através da conexão com computador via bate-papo e redes sociais. De início, o computador era um aparelho muito caro. Em valores atuais, um computador simples de monitor com tubo de imagem custaria cerca de cinco mil reais. Já a internet era basicamente com conexão discada. Para pagar menos, ficava-se acordado derrota da meia-noite até seis horas da manhã seguinte, ou até quando o sono permitisse. A maior parte das pessoas acessavam a internet através de uma lan house, pagando-se por hora de acesso. Contudo, o nível das pessoas que acessavam a internet era alto, até mesmo devido a todas essas restrições. Poderia-se conhecer uma boa pessoa de modo virtual, namorar e até casar com ela. Bons tempos aqueles...
Mas o tempo e os preços dos computadores foram abaixando, e o nível dos frequentadores da internet caiu juntamente com os valores dos aparelhos e da melhoria da facilidade de acessar a internet via banda larga. Hoje em dia se consegue acessar a internet até mesmo por smartphone, e com poucos reais de crédito pode-se acessar por vários dias.
O que deveria incentivar as pessoas a aprenderem mais e aumentar seu poder de argumentação, só fez piorar a capacidade de comunicação e compreensão das pessoas. O acesso à informação nunca esteve tão fácil, e as piedosas nunca estiveram tão mal informadas como nos dias atuais. O nível das pessoas nas redes sociais está péssimo.
Se alguém se atreve a expor uma opinião contrária à opinião de um grupo, facilmente será hostilizado até ele mesmo sair do grupo ou daquela redes social. O que deveria ser um espaço democrático para o debate sadio de ideias, tornou-se uma área onde uns poucos ditam as regras e o restante do grupo aplaude qualquer besteira que se publique. Isso vale tanto para o Facebook como para o whatssap. A mediocridade passou a reinar na vida social mas com reflexos até fora dela.
As pessoas de melhor qualificação, eruditas, estudadas, bem sucedidas na vida profissional e até social, não ficam se expondo em redes sociais e nem fazendo amizade com pessoas desconhecidas de procedência duvidosa.
Vida virtual - bate-papo
Não poderíamos encerrar essa série de textos sobre a Vida Virtual sem falar dele, o maior famigerado e viciante de todos: O bate-papo. Quem não conhece é melhor nem começar. Bate-papo vicia mesmo. A possibilidade de conhecer vários tipos de pessoas a cada dia torna-se um esporte onde os erros de cada dia só servem para motivar seus participantes a buscarem se aperfeiçoar a cada dia para que assim tenham sucesso em cada investida equipe dizerem. Bate-papo é um jogo de sedução virtual em que cada um expõe aquilo que mais lhe convém na expectativa de conhecer alguém que lhe agrade, que realize todos os seus desejos e fantasias de forma submissa e gratuita ou a baixo custo.
É como ir a um shopping ou a um supermercado para escolher um produto que se adeque as sua necessidades e seu orçamento quase sempre apertado. As mulheres tendem a oferecer a possibilidade de sexo fácil para os homens, e os homens insinuam que vão bancar a mulher que mais lhe agradar. É como se fosse um leilão: leva a melhor mercadoria quem der o melhor lance.
Teoricamente, as pessoas estão apenas ali para passar o tempo e talvez fazer alguma amizade, tudo de forma despretensiosa. Mas na verdade o que está realmente acontecendo é uma caçada pelos melhores prêmios. Não há espaço para amadores e principiantes. Os fracos serão derrotados e humilhados, senão ocorrer algo pior.
Não sei o que vicia mais: se conhecer uma pessoa maravilhosa e achar que poderá conhecer outra igual ou melhor; ou se o vício ocorre depois de conhecer alguém um tanto interessante, não conhecer mais ninguém e continuar insistindo indefinidamente.
O nível das pessoas que freqüentam o bate-papo caiu muito de alguns anos para cá, devido a facilidade de acesso. Também surgiram algumas aplicativos mais práticos posta se conhecer alguém, seja para sexo ou mesmo romance, mas nem todos tem aparelhos que esses aplicativos. Outra pessoas preferem o anonimato do bate-papo para poder tentar conquistar alguém sem ter que mostrar fotos num primeiro momento.
Já conheci diversas pessoas para saber que esse anonimato é que ainda mantêm o bate-papo ativo. Muitas pessoas descrevem-se como sendo atraentes sem realmente serem. Não sei se elas realmente se vêem como sendo pessoas atraentes ou se estão tentando convencer ao outro que não estão sobrando no mercado da paquera.
Tudo que sei é que quem está no bate-papo tem algum tipo de problema, ou a autoestima é baixa, ou só quer sexo mesmo, ou está querendo arranjar alguém para pagar as contas dela em troca de sexo. Nos dias de hoje, que tipo de gente se aventura a conhecer uma pessoa totalmente desconhecida de precedência duvidosa e comportamento imprevisível? Provavelmente será alguém que está desesperado em conhecer alguém ou já está desiludido e cansado de tanto tempo de solidão.
Mas não é com quando se conhece alguém interessante no bate-papo, pois sempre fica aquela dúvida: "E se eu entrar só mais uma vez, será que eu consigo uma pessoa mais interessante ainda?"
Vida virtual. - conclusão
Ainda passo o dia verificando meu Facebook e whatssap na ilusão de que alguém se lembre de mim de maneira espontânea, mas isso normalmente não acontece. O máximo que recebo são aquelas mensagens de bom dia sem nenhuma referência a numa pessoa, como se tivesse meu número incluído em uma lista de conhecidos de alguém e eu recebesse essas mensagens impessoais diariamente.
Essa coisa virtual é viciante, deprimente e angustiante. Amor achamos que em algum momento iremos receber aquela mensagem que irá mudar o curso de nossa vida ou trazer aquela felicidade à qual ansiamos a tempos.
Mas esse mundo virtual é doentio e um dos seria maiores problemas é o ciúme irracional. Como alguém pode ter ciúmes de alguém que nunca viu pessoalmente ou que praticamente nem vê, não tem contato pessoal e nem frequenta os mesmos ambientes?
Cria-se muitas expectativas em torno de uma fantasia que não passa de uma ilusão criada por uma mente solitária e desesperada por carinho ou mesmo sexo.
Não se pode imaginar confraternizar com duas ou mais pessoas oriundas do bate-papo e que não se conhecem ele si. A desconfiança fica presente e sabe quem teve relações com quem ali, além do receio de ter sido motivo de comentário em sua ausência. Uma reunião com o pessoal da igreja ou mesmo de um curso qualquer tem significado totalmente diferente, outra a pessoas já tem um contrato entre si e já tiveram a oportunidade de verem o comportamento de cada um.
Não podemos nos esquecer do bom e velho networking, que é aquela rede de contatos que serve para indicar para uma oportunidade de trabalho, coisa que a "bolha social" só Facebook e o individualismo do whatssap não permitem que sejam criadas e nem fortalecidas. Já que cada um se refugia em um grupo homogêneo nas ideias e comportamentos, o que um sabe é o que o outro também sabe, o que não acrescenta nada ao grupo. E todos ficam na mesma "merda".
É difícil abandonar os velhos hábitos, mas não é impossível. Estes dias que resolvi neutralizar a força da influência dos contatos virtuais em minha vida, já percebi diferença no modo que eu vejo o mundo e o que sinto em relação às pessoas que eu já conheço, se mesmo com aquelas que não tenho muita intimidade.
A analogia que eu já comentei sobre o medo de passar por um desafio equivalente a uma cortina de fogo tem relação com isso: Eu sempre tive medo de ser visto pelas pessoas a minha volta e por pessoas conhecidas, sempre escolhi minhas ideias, mas agora sinto que se eu não me revelar o quanto antes meus entes queridos poderão sofrer sem que eu tenha feito nada para ajudar. Sair do mundo virtual e vencer esta desafios já não se trata de mim ou mesmo algo que ainda possa ser adiado. É uma questão urgente que deve ser resolvida o quanto antes. Sei que tenho a resposta, e sei que muitas pessoas precisam destas respostas que tenho mas fico adiando por receio.
Ainda há tempo de viver uma vida de felicidade e fora das trevas do bate-papo e da vida virtual. Quem quiser viver e conhecer um novo modo de perceber o mundo, estou disposto a descobrir este novo cenário assustador mas cheio de oportunidades de encontrar alegrias e felicidade.
A apenas algumas décadas, se você se sentisse só ou quisesse arranjar alguém para conversar ou mesmo namorar, você ia a uma praça ou parque, barzinho ou festa para flertar-se com alguém. Ainda havia uma certa ingenuidade no ar e as mulheres trocavam números de telefones com desconhecidos e havia oportunidade de iniciara-se iniciar-se uma relação que poderia até resultar em casamento.
Mas o tempo passou e apareceu um episódio que serviu de alerta a acabou de vez com o que ainda havia de romantismo: O maníaco do parque. Antes deste episódio amplamente divulgado na televisão, as mulheres davam oportunidade de desconhecidos de se aproximarem delas e até seriam com eles. Mas o que poderia já estar acontecendo sem divulgação, depois de repercussão que teve ficou marcado na cabeça das pessoas a figura do psicopata, que é aquele indivíduo que mata alguém sem nenhum remorso.
Depois disso, acabou a possibilidade de um homem desconhecido se aproximar de uma mulher sem deixá-la assustada. E em apenas alguns anos os ladrões se tornaram tão ousados que assaltam qualquer tipo de pessoa em qualquer lugar. Tudo isso serviu para soltar de vez qualquer chance de se conhecer uma pessoa desconhecida em um ambiente que não fosse controlado, tipo uma empresa ou indicação de algum conhecido.
Tudo isso serviu para aumentar os contatos em ambientes controlados, tipo escolas, faculdades, igrejas, empresas e indicação de pessoas conhecidas. Quase que não se tem mais oportunidade de conhecer alguém se não estiver vinculado a algum lugar. Além disso, devido a violência nas cidades, as pessoas têm preferido contatos virtuais a terem que se deslocar de suas casas para se encontrar com alguém, levo que seja um familiar seu.
Por isso, a cada dia mais as pessoas estão se comunicando e se conectando via tecnologias cada vez mais modernas. Os meios de comunicação estão se aperfeiçoando de forma exponencial. Mas mesmo assim, e talvez por isso mesmo, as pessoas estão cada vez mais solitárias e incapazes de tolerar opiniões diferentes das suas.
No mundo virtual, tudo deve ser lindo e perfeito, qualquer coisa publicada não pude ter qualquer opinião contrária, sob pena de ser excluído do grupo sob fortes protestos. E da depender da opinião contrária, os dissidentes poderão ser classificados de racistas, honoríficos, reacionários, conservadores, moralistas ou ultrapassados.
O mundo virtual é composto de várias vertentes, mas as principais atualmente são: as ligações telefônicas Facebook, whatssap e bate-papo, assuntos os quais detalharei em textos a seguir a seguir.
Vida virtual - telefone
A vida virtual nos faz perder tempo demais e não nos acrescenta nada. Sei disso, perdi anos de vida neste vício. Quando eu era mais novo, o dinheiro era curto, então para convencer alguém a namorar comigo eu conversava bastante para criar intimidade e disfarçar o fato de eu te poucos recursos para impressionar uma garota. O tempo passava e a situação não melhorava e eu continuava a ficar horas no telefone.
Naquela época as pessoas gostavam de receber ligações de telefone e falavam comigo até sermos vencidos pelo sono, e no outro dia recomeçávamos.
Durante muito tempo utilizei o telefone como forma de comunicação virtual, conheceu com os antigos orelhões que usavam fichas telefônicas até mesmo outra mais modernos que utilizavam cartões telefônicos. Comecei comprando fichas individuais e por fim já estava comprando pacotes fechados de um cento. O mesmo aconteceu com os cartões telefônicos, eu comprava vários só para atualizar as conversas e manter o contato. Daí passamos a ter telefone residencial e o vício continuava, e a dureza também.
Chegamos a época do celular, mas no início do serviço de telefonia celular cada ligação era cara, pegava-se para ligar e receber chamadas. Os aparelhos de telefones celulares eram caros e extremamente básicos em suas funções. Mais de uma década depois é que chegaram as promoções de ligações com bônus que facilitaram e viabilizaram os contatos. Eu tinha conta de telefone e perdia mais de sessenta horas por mês do fazendo ligações. E quase nada de ver alguém pessoalmente.
Ou seja telefone pode servir para dar um recado rápido, mas conhecer e manter contato apenas telefonando é forçar uma situação de maneira artificial e tentar viabilizar uma relação sem bases sólidas e sem futuro. De vez em quando eu apago vários números de minha agenda de telefone para testar quem ainda vai ligar para mim, e ainda me surpreendo quando a maior parte das pessoas não me telefona para saber o porquê de eu ter sumido e não ligado mais, ou seja, se eu não telefonar, a maior parte dessas pessoas nem sentem minha falta. Alimentar qualquer tipo de contato meramente virtual é grande perda de tempo e apenas se iludir ao longo dos anos.
Vida virtual - redes sociais
Então surgiu uma nova maneira de conhecer pessoas, que foi através da conexão com computador via bate-papo e redes sociais. De início, o computador era um aparelho muito caro. Em valores atuais, um computador simples de monitor com tubo de imagem custaria cerca de cinco mil reais. Já a internet era basicamente com conexão discada. Para pagar menos, ficava-se acordado derrota da meia-noite até seis horas da manhã seguinte, ou até quando o sono permitisse. A maior parte das pessoas acessavam a internet através de uma lan house, pagando-se por hora de acesso. Contudo, o nível das pessoas que acessavam a internet era alto, até mesmo devido a todas essas restrições. Poderia-se conhecer uma boa pessoa de modo virtual, namorar e até casar com ela. Bons tempos aqueles...
Mas o tempo e os preços dos computadores foram abaixando, e o nível dos frequentadores da internet caiu juntamente com os valores dos aparelhos e da melhoria da facilidade de acessar a internet via banda larga. Hoje em dia se consegue acessar a internet até mesmo por smartphone, e com poucos reais de crédito pode-se acessar por vários dias.
O que deveria incentivar as pessoas a aprenderem mais e aumentar seu poder de argumentação, só fez piorar a capacidade de comunicação e compreensão das pessoas. O acesso à informação nunca esteve tão fácil, e as piedosas nunca estiveram tão mal informadas como nos dias atuais. O nível das pessoas nas redes sociais está péssimo.
Se alguém se atreve a expor uma opinião contrária à opinião de um grupo, facilmente será hostilizado até ele mesmo sair do grupo ou daquela redes social. O que deveria ser um espaço democrático para o debate sadio de ideias, tornou-se uma área onde uns poucos ditam as regras e o restante do grupo aplaude qualquer besteira que se publique. Isso vale tanto para o Facebook como para o whatssap. A mediocridade passou a reinar na vida social mas com reflexos até fora dela.
As pessoas de melhor qualificação, eruditas, estudadas, bem sucedidas na vida profissional e até social, não ficam se expondo em redes sociais e nem fazendo amizade com pessoas desconhecidas de procedência duvidosa.
Vida virtual - bate-papo
Não poderíamos encerrar essa série de textos sobre a Vida Virtual sem falar dele, o maior famigerado e viciante de todos: O bate-papo. Quem não conhece é melhor nem começar. Bate-papo vicia mesmo. A possibilidade de conhecer vários tipos de pessoas a cada dia torna-se um esporte onde os erros de cada dia só servem para motivar seus participantes a buscarem se aperfeiçoar a cada dia para que assim tenham sucesso em cada investida equipe dizerem. Bate-papo é um jogo de sedução virtual em que cada um expõe aquilo que mais lhe convém na expectativa de conhecer alguém que lhe agrade, que realize todos os seus desejos e fantasias de forma submissa e gratuita ou a baixo custo.
É como ir a um shopping ou a um supermercado para escolher um produto que se adeque as sua necessidades e seu orçamento quase sempre apertado. As mulheres tendem a oferecer a possibilidade de sexo fácil para os homens, e os homens insinuam que vão bancar a mulher que mais lhe agradar. É como se fosse um leilão: leva a melhor mercadoria quem der o melhor lance.
Teoricamente, as pessoas estão apenas ali para passar o tempo e talvez fazer alguma amizade, tudo de forma despretensiosa. Mas na verdade o que está realmente acontecendo é uma caçada pelos melhores prêmios. Não há espaço para amadores e principiantes. Os fracos serão derrotados e humilhados, senão ocorrer algo pior.
Não sei o que vicia mais: se conhecer uma pessoa maravilhosa e achar que poderá conhecer outra igual ou melhor; ou se o vício ocorre depois de conhecer alguém um tanto interessante, não conhecer mais ninguém e continuar insistindo indefinidamente.
O nível das pessoas que freqüentam o bate-papo caiu muito de alguns anos para cá, devido a facilidade de acesso. Também surgiram algumas aplicativos mais práticos posta se conhecer alguém, seja para sexo ou mesmo romance, mas nem todos tem aparelhos que esses aplicativos. Outra pessoas preferem o anonimato do bate-papo para poder tentar conquistar alguém sem ter que mostrar fotos num primeiro momento.
Já conheci diversas pessoas para saber que esse anonimato é que ainda mantêm o bate-papo ativo. Muitas pessoas descrevem-se como sendo atraentes sem realmente serem. Não sei se elas realmente se vêem como sendo pessoas atraentes ou se estão tentando convencer ao outro que não estão sobrando no mercado da paquera.
Tudo que sei é que quem está no bate-papo tem algum tipo de problema, ou a autoestima é baixa, ou só quer sexo mesmo, ou está querendo arranjar alguém para pagar as contas dela em troca de sexo. Nos dias de hoje, que tipo de gente se aventura a conhecer uma pessoa totalmente desconhecida de precedência duvidosa e comportamento imprevisível? Provavelmente será alguém que está desesperado em conhecer alguém ou já está desiludido e cansado de tanto tempo de solidão.
Mas não é com quando se conhece alguém interessante no bate-papo, pois sempre fica aquela dúvida: "E se eu entrar só mais uma vez, será que eu consigo uma pessoa mais interessante ainda?"
Vida virtual. - conclusão
Ainda passo o dia verificando meu Facebook e whatssap na ilusão de que alguém se lembre de mim de maneira espontânea, mas isso normalmente não acontece. O máximo que recebo são aquelas mensagens de bom dia sem nenhuma referência a numa pessoa, como se tivesse meu número incluído em uma lista de conhecidos de alguém e eu recebesse essas mensagens impessoais diariamente.
Essa coisa virtual é viciante, deprimente e angustiante. Amor achamos que em algum momento iremos receber aquela mensagem que irá mudar o curso de nossa vida ou trazer aquela felicidade à qual ansiamos a tempos.
Mas esse mundo virtual é doentio e um dos seria maiores problemas é o ciúme irracional. Como alguém pode ter ciúmes de alguém que nunca viu pessoalmente ou que praticamente nem vê, não tem contato pessoal e nem frequenta os mesmos ambientes?
Cria-se muitas expectativas em torno de uma fantasia que não passa de uma ilusão criada por uma mente solitária e desesperada por carinho ou mesmo sexo.
Não se pode imaginar confraternizar com duas ou mais pessoas oriundas do bate-papo e que não se conhecem ele si. A desconfiança fica presente e sabe quem teve relações com quem ali, além do receio de ter sido motivo de comentário em sua ausência. Uma reunião com o pessoal da igreja ou mesmo de um curso qualquer tem significado totalmente diferente, outra a pessoas já tem um contrato entre si e já tiveram a oportunidade de verem o comportamento de cada um.
Não podemos nos esquecer do bom e velho networking, que é aquela rede de contatos que serve para indicar para uma oportunidade de trabalho, coisa que a "bolha social" só Facebook e o individualismo do whatssap não permitem que sejam criadas e nem fortalecidas. Já que cada um se refugia em um grupo homogêneo nas ideias e comportamentos, o que um sabe é o que o outro também sabe, o que não acrescenta nada ao grupo. E todos ficam na mesma "merda".
É difícil abandonar os velhos hábitos, mas não é impossível. Estes dias que resolvi neutralizar a força da influência dos contatos virtuais em minha vida, já percebi diferença no modo que eu vejo o mundo e o que sinto em relação às pessoas que eu já conheço, se mesmo com aquelas que não tenho muita intimidade.
A analogia que eu já comentei sobre o medo de passar por um desafio equivalente a uma cortina de fogo tem relação com isso: Eu sempre tive medo de ser visto pelas pessoas a minha volta e por pessoas conhecidas, sempre escolhi minhas ideias, mas agora sinto que se eu não me revelar o quanto antes meus entes queridos poderão sofrer sem que eu tenha feito nada para ajudar. Sair do mundo virtual e vencer esta desafios já não se trata de mim ou mesmo algo que ainda possa ser adiado. É uma questão urgente que deve ser resolvida o quanto antes. Sei que tenho a resposta, e sei que muitas pessoas precisam destas respostas que tenho mas fico adiando por receio.
Ainda há tempo de viver uma vida de felicidade e fora das trevas do bate-papo e da vida virtual. Quem quiser viver e conhecer um novo modo de perceber o mundo, estou disposto a descobrir este novo cenário assustador mas cheio de oportunidades de encontrar alegrias e felicidade.
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