Meu projeto de Confraternização não tem avançado a passos largos devido a
limitação da compreensão das pessoas: umas são amarguradas e
desconfiadas de tudo e de todos, outras só se reúnem com alguém se for
para beber álcool até ficar às quedas, outras só encontram alguém se for
para namorar ou transar. A sociedade considera isso tudo normal e é
visto como esquisito quem não pratica estas coisas deste modo. Além
disso, tenho minhas próprias limitações e estou lutando contra os velhos
hábitos já arraigados. Devido a isso tudo é que meu projeto ainda não
decolou.
Estou me preparando para viver a vida numa dimensão de amor que só tenho
uma vaga idéia de que existe, pois não conheço pessoalmente quem viva
assim realmente. A dimensão do amor é uma dimensão superior a esta
dimensão de medo em que estamos acostumados a viver desde a mais tenra
idade. Sei que tem muitas pessoas pelas que não experimentaram viver no
amor e que não se desapegam da falsa sensação de segurança que o excesso
de precauções traz.
Zona de conforto. Sair de sua zona de conforto exige esforço. Nem sempre
é fácil deixar uma situação em ele você esta aparentemente seguro para
se arriscar em uma aventura de resultados incertos.
Mas não desisti de tocar este projeto adiante, embora ainda não tenha
encontrado pessoas dispostas a renunciar a desejos pessoais mesquinhos
em troca de um prazer maior que é estar com pessoas de confiança, de boa
índole e dispostas a interagirem com outros que tenham idéias afins.
Viver no mundo das ideias e dos sentimentos exige que a mente seja
expandida e o imediatismo e os desejos obscuros sejam banidos e vencidos
em cada oportunidade, as a recompensa é indescritível
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