terça-feira, 27 de junho de 2017

Mudanças

As mudanças que pelas quais tem passado a sociedade como um todo tem passado de uma amorfa para cá tem me dedicado entediado sem ver muitas perspectivas de melhoras a curto prazo: violências locais e até em escala global, relações de amor e amizade entre as pessoas, desemprego e crise econômica são algumas das coisas quis tem afetado a vida de cada um de nós e ninguém comenta de fato. As pessoas vivem como se tudo fosse uma crise passageira e logo as coisas voltarão a ser como antes. Não voltarão. As mudanças vieram para ficar. Não sei ainda para onde estamos indo, mas o pior ainda está por vir. Quem souber ler os sinais que estão acontecendo poderá se preparar com alguma antecedência, mas quem ficar esperando que as coisas melhorem sem tomar nenhuma atitude para se tornar uma pessoa melhor e mais adaptável, sofrerá amargamente. Quem acha que se fechar em suas relações familiares, colocar grade em suas casas, comprar tudo que deseja e que ter um emprego que pague razoavelmente bem que já está seguro das drásticas mudanças que já estão acontecendo, está totalmente enganado. Estar preparado para se adaptar as mudanças, saber w relacionar com pessoas desconhecidas, acreditar em si mesmo, aprender cada vez mais, pensar criativamente, desenvolver e usar todos os talentos que possui dado alguns dos meios de passar por este momento de grandes transformações e manter-se em pé pirata a próxima fase da humanidade.

Assim como cada vez que tentamos mudar de hábito nossos artigos costumes resistem, as pessoas que estão a nossa volta também estranham cada vez que tentamos mudar nosso comportamento e muitas vezes nos desmotivam, mesmo que nos saibamos que estas mudanças são necessárias para nossa tornar uma pessoa cada vez melhor. E só nos atrevermos a falar de planos de mudança de comportamento que a outras pessoas não concordem, ai sim terá sido criada uma companhas contra essa mudança de hábito.
As vezes comentamos sobre algo que queremos fazer na esperança de ganharmos apoio para nossa incentivar a continuar o processo de mudança, mas se essa revisão de conceitos e atitudes forem contra os interesses dos outros, certamente irão criticar ferozmente e até ameaçar para que continuemos como sempre estivemos, mesmo que permanecer do mesmo jeito nossa traga infelicidade e nos prejudique. O que interessa aos outros serão que seus próprios conceitos e privilégios continuem a lhes favorecer. Só mesmo quando alguém realmente nos compreende e quer o nosso bem é que se interessa pelo que é melhor para nós. De outro modo, é mais conveniente que continuemos a ser previsíveis e até submissos à vontade alheia, pois assim ficar mais fácil manter o controle sobre nós.
A sociedade prefere contato com uma pessoa depressiva do que com uma pessoa raivosa ou que está tentando descobrir respostas para suas perguntas e mudando seu comportamento. Um depressivo é previsível e não incomoda, porque ele tende a se fechar em si mesmo e a querer passar despercebido, não atrapalhando a rotina da coletividade. De vez em quando aparece alguém para consolar o depressivo com uma palavra de compreensão mas logo se afasta porque não tem paciência para ficar com alguém de depressão. A solução que esse consolador dá é mandar o depressivo para ajuda especializada.
Já uma pessoa que discorda, que questiona o porque da coisas e não concorda em ser controlado pelo meio social, tende a incomodar e até mesmo a ser chantageado: se continuar a incomodar, vai ser banido daquele grupo social.
Ou seja, além de termos que lutar contra nossos velhos hábitos, o comodismo faz com que a pessoas a nossa volt,a que pensam que nos conhecem, não nos dê apoio quando mais precisamos de incentivo.
Por isso, é ruim falar demais. Não conhecemos o coração de cada pessoa nem suas intenções. É melhor deixar uma idéia de mudança se formar primeiro, colocar em prática e deixar os efeitos dela se manifestarem, desde que essas mudanças não sejam para torná-lo uma pessoa pior do que já é. Falar demais atrapalha.

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