De repente, me veio esta inspiração. Estou saindo do nível do instinto
para viver cada vez mais em função de minha intuição. Mas primeiro, vou
classificar cada um.
Instinto são reações que temos para a sobrevivência. São ações e reações
bem primitivas e animais. O instinto nos garante a manutenção da vida
corpórea: comer, beber, dormir, sexo, fugir ou enfrentar os perigos,
defender a si mesmo e aos do seu grupo, entre outros. São necessários e
fundamentais, até atos involuntários como o funcionamento automático do
coração e dos pulmões, mesmo quando estamos em repouso.
Intuição é viver de acordo com nossas percepções do mundo visível e até
invisível. Quem vive intuitivamente não precisa ver para crer e nem
precisa deixar acidentes e desastres acontecerem para ter certeza que
certas atitudes podem levar a ruina do ser humano. É viver um grau de
inspiração que dispensa maiores explicações para si mesmo. Apenas age de
acordo com o que sente. Não precisa viver tenso ou armado para qualquer
conflito, pois se desvia dele antes mesmo dele acontecer, apenas
analisando os fatos e acreditando em si mesmo.
Tanto o instinto como a intuição são importantes e fundamentais para
nossa vida. Mas ambos devem ser usados de forma equilibrada para o bem
estar de cada um, pois todos os possuem. Não se pode viver como animal
querendo satisfazer instintos básicos de sobrevivência a qualquer preço,
nem por medo nem por prazer irresponsável. Assim como tem que se tomar
cuidado para não confundir intuição com algum desvio mental ou se tornar
arrogante a ponto de desprezar os avisos da realidade, assim como não
se deve viver com a “cabeça nas nuvens”.
Acredito que estou vivendo cada vez mais de forma intuitiva, onde os
sentimentos tem mais importância do que satisfação carnal e busca pela
segurança que pode levar a uma prisão mental onde as grades são feitas
de medo do ambiente externo.
Deixar de olhar tanto para si mesmo e começar a perceber as belezas
desta vida é um bom começo para uma vida mais leve e até desprendida de
preocupações tipo: o que comer, o que vestir ou onde dormir.
Viver intuitivamente é como se estar flutuando, onde existe uma
consciência que toma as decisões por você e te dá as opções já
estruturadas só para você decidir qual a decisão mais te agrada.
Para se viver intuitivamente, tem que ter um alto grau de desprendimento
dos próprios interesses pessoais que só beneficiam a si mesmo e mais
ninguém, viver de forma elevada, exercitar constantemente seu equilíbrio
pessoal, não ter medo de situações desconhecidas, confiar e amar em si
mesmo.
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